Alimentos pesam menos e inflação pelo IPC-S fica em 0,83%

Segundo FGV, inflação na quadrissemana encerrada em 15 de abril desacelerou 0,06 ponto porcentual

Sabrina Valle, da Agência Estado,

18 de abril de 2011 | 08h33

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou 0,06 ponto porcentual na quadrissemana encerrada em 15 de abril. É o que informou nesta segunda-feira, 18, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar alta de 0,83% no indicador, abaixo do IPC-S imediatamente anterior, referente à quadrissemana finalizada em 7 de abril, quando subiu 0,89%. Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S, apenas o grupo alimentação registrou decréscimo em sua taxa.

A principal contribuição para a taxa menor registrada pelo IPC-S, que desacelerou de 0,89% para 0,83% entre a primeira e a segunda quadrissemana de abril, partiu do grupo alimentação, cuja variação desacelerou de 1,50% para 1,10% no período.

Dos 21 itens componentes do grupo alimentação, que tem forte peso no indicador, treze apresentaram reduções em suas taxas. O destaque, segundo a FGV, ficou com os itens hortaliças e legumes (8,86% para 5,83%), frutas (0,56% para -1,02%) e pescados frescos (4,77% para 4,49%).

O grupo habitação apresentou a mesma taxa de variação apurada na semana anterior, de 0,35%. O aumento no salário da empregada doméstica mensalista (1,06% para 1,20%) foi o que mais influenciou o grupo para cima, enquanto aluguel residencial (0,39% para 0,16%), o que mais pressionou no sentido contrário.

As demais classes de despesa do IPC-S continuaram em aceleração, com aumentos registrados nos grupos de transportes (1,49% para 1,71%), despesas diversas (0,16% para 0,34%), educação, leitura e recreação (0,34% para 0,48%), saúde e cuidados pessoais (0,73% para 0,81%) e vestuário (1,03% para 1,08%). Segundo a FGV, os destaques para cada uma destas classes de despesa foram gasolina (2,66% para 3,76%), cigarro (0,33% para 1,00%), passagem aérea (2,65% para 4,99%), medicamentos em geral (0,76% para 1,29%) e roupas femininas (1,08% para 1,73%), respectivamente.

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