Alta de tarifas aeroportuárias terá impacto de R$ 50 mi na Gol em 2011

Empresa avalia que o aumento recente do preço do petróleo, em razão dos conflitos no Oriente Médio e norte da África, não afetará 'drasticamente' a companhia

Beth Moreira e Silvana Mautone, da Agência Estado,

23 de fevereiro de 2011 | 11h07

O aumento das tarifas aeroportuárias, anunciado recentemente pela Infraero, deverá ter um impacto de R$ 50 milhões no lucro operacional da Gol, segundo estimativa inicial da empresa, informou hoje o vice-presidente de finanças da companhia, Leonardo Pereira.

Em teleconferência com jornalistas, o executivo explicou que a projeção leva em conta o conjunto de operações da companhia, número de voos, sazonalidade e utilização em horários de pico. A partir de 14 de março entram em vigor as novas tarifas aeroportuárias no País, pagas pelas empresas aéreas. A medida pretende deslocar parte dos voos para horários que não sejam de pico.

Petróleo

O vice-presidente de finanças avalia que o aumento recente do preço do petróleo, em razão do aumento dos conflitos no Oriente Médio e norte da África, não afetará "drasticamente" a empresa que, segundo ele, tem um dos menores custos operacionais entre companhias aéreas de todo o mundo.

O executivo destacou que a empresa trabalha com uma estimativa de preço médio de petróleo (WTI) entre US$ 82,00 e US$ 93,00 o barril, mas admite que a projeção poderá ser revista. "Difícil hoje saber o que vai acontecer, mas estamos em uma posição confortável, com custo baixo, caixa forte e sem vencimentos significativos nos próximos três a quatro anos", destaca.

O executivo informou ainda que a empresa conta com hedge (proteção) de combustível para o equivalente a 20% do consumo da empresa no prazo de 12 meses com o petróleo a um preço entre US$ 90,00 e US$ 92,00 o barril.

O vice-presidente de finanças da Gol também disse que a alta do petróleo no mercado internacional, provocada pelos conflitos em países no Oriente Médio, pode ser repassada futuramente para as tarifas, mas afirmou que a previsão inicial da empresa é de estabilidade no preço das passagens.

"Historicamente as tarifas vêm caindo, e a expectativa é que elas fiquem no mesmo patamar do ano passado. Mas isso vai depender do mercado como um todo", afirmou o executivo, em teleconferência com jornalistas.

Hoje, a empresa divulgou seu balanço financeiro do quarto trimestre, em que apurou lucro líquido de R$ 132,2 milhões, contra R$ 397,8 milhões entre outubro e novembro de 2009. A queda de 66,8% no resultado se deve à queda do dólar em relação ao real e também ao fato de, no final de 2009, a empresa ter registrado um lucro diferido de R$ 350 milhões, como explicou Pereira.

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