Alta do imposto de importação de autopeças não aumenta competitividade, diz Anfavea

Para Associação, discussão sobre o aumento do imposto deve considerar os investimentos realizados pelo setor

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

23 de abril de 2010 | 12h17

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, disse há pouco que qualquer discussão sobre o aumento da alíquota do Imposto de Importação de autopeças, usadas pelas montadoras na linha de produção, deve considerar os investimentos realizados pelo setor considerando o atual marco regulatório. Segundo ele, qualquer medida nesse sentido terá implicações para as empresas.

 

De acordo com Schneider, há inclusive peças que não tem produção no Brasil. "Então, não há o que proteger", disse o presidente da Anfavea, que participa de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Itamaraty.

 

O Sindipeças solicitou ao governo a equiparação do Imposto de Importação de autopeças para as montadoras e o varejo. Atualmente, a alíquota para a aquisição de peças a serem usadas na linha de montagem é mais baixa do que a cobrada das empresas que revendem autopeças no Brasil.

 

Schneider disse que a Anfavea ainda não conversou com o ministério da Fazenda sobre o pleito. "Precisamos olhar esse pedido de forma mais ampla. Não sei se aumento de tarifa aumenta a competitividade, que envolve outras questões como o custo tributário, de logística e do dinheiro", afirmou.

 

O presidente da Anfavea disse que a maior parte das importações de autopeças ocorre para o mercado de reposição, que não tem alíquota reduzida. No entanto, ele admitiu que as montadoras têm aumentado as suas compras no mercado internacional.

 

Na semana passada, o Estado de S.Paulo já antecipou que o governo estuda elevar as tarifas de importação de autopeças e que as autoridades estariam sensíveis à demanda dos fabricantes brasileiros de peças. Uma das preocupações do governo seria com o déficit da balança comercial do setor. A alternativa em estudo seria retirar o redutor de 40% do Imposto de Importação que as montadoras têm desde 2000. Com o redutor, a alíquota do imposto, que varia de 14% a 18%, na prática, cai para entre 8,4% e 10,8%, somente quando as peças adquiridas são utilizadas na linha de montagem.

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