Alta dos alimentos faz ONU rever políticas de biocombustíveis

Métodos atuais favorecem países desenvolvidos em detrimento de países em desenvolvimento

Deise Vieira, da Agência Estado,

07 Outubro 2008 | 08h51

As políticas para os biocombustíveis precisam de uma revisão urgente, afirmou nesta terça-feira, 7, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Segundo a agência da ONU, a medida é necessária por conta do aumento dos preços dos alimentos causado pela crescente demanda industrial por commodities agrícolas, o que prejudica os países em desenvolvimento.   Em seu relatório anual sobre a situação dos alimentos e da agricultura, a FAO afirmou que a corrida pelos biocombustíveis teve seus custos ambientais, sociais e econômicos.   De acordo com o relatório, subsídios oferecidos à indústria beneficiaram os países integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em detrimento dos países em desenvolvimento.   "Os biocombustíveis apresentam oportunidades e riscos", declarou o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. "As políticas atuais tendem a favorecer produtores de alguns países desenvolvidos, enquanto podem prejudicar produtores da maioria dos países em desenvolvimento."   No entanto, existe potencial para que os países em desenvolvimento se beneficiem da indústria de biocombustíveis, através dos empregos e do dinheiro que ela pode gerar.   Os biocombustíveis são criticados pelo impacto que causam na inflação nos preços dos alimentos, já que algumas matérias-primas incluem cana-de-açúcar, milho e trigo. E há dúvidas quanto a sua sustentabilidade. Como resultado, muitos países estão tendo uma abordagem mais cautelosa ao encorajar o desenvolvimento da indústria de biocombustíveis. As informações são da Dow Jones.

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