'Alta na tributação elevará preço da cerveja', diz Ambev

O vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da Ambev, Nelson Jamel, disse nesta terça-feira que, se o governo mantiver sua decisão de elevar a carga tributária do setor a partir de 1º de outubro, os preços finais das cervejas subirão entre 4% e 4,5% e os dos refrigerantes de 8% a 9%. O executivo, porém, não soube informar se esse reajuste será gradual, a partir do prazo de vigência do novo imposto, ou aplicado de uma só vez.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 16h09

"Apesar de toda a preocupação com impostos e impacto em demanda, prevemos fechar o ano com crescimento em volume ante queda registrada no ano passado. Nosso setor é resiliente frente a cenários macroeconômicos adversos. Claro que se não houver esse aumento, o crescimento em volume seria maior ainda", declarou Jamel, em teleconferência com jornalistas nesta terça. O executivo ainda comentou que o reajuste de preços não se converte em aumento de receita. "É simplesmente repasse de custos", completou.

Questionado sobre o aumento de despesas apresentado no segundo trimestre, o vice-presidente afirmou que foi uma combinação de fatores, mas que o indicador vai melhorar no segundo semestre. "Foi uma combinação de expansão de volume, aumento do peso da distribuição direta, reajustes de salários e custos de transporte do produto. Estamos trabalhando cada vez mais na otimização do nosso parque fabril e os próximos períodos serão de menos gastos nessa área", explicou.

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