Alvaro Garnero não dá ponto sem nó

Empresário pretende desenvolver um pólo de entretenimento no litoral sul da Bahia e se prepara para lançar um site de comércio eletrônico

Leticia Bragaglia, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 10h48

Alvaro Garnero não dá ponto sem nó. Aos 43 anos, bem nascido, herdeiro de duas das maiores fortunas do país, ele bem que poderia gastar seu tempo flanando por aí, sem maiores preocupações. Mas o moço dá duro e não desperdiça nenhuma chance de fechar um bom negócio. Prova disso é a previsão de faturamento de suas empresas, que, em 2011, deve chegar a R$ 66 milhões. Atualmente o Grupo Alvaro Garnero é formado por uma produtora de TV, pelas casas noturnas Mynt e Café de La Musique e um site de compras que será lançado em breve, em parceria com a Record Entretenimento.

O espírito empreendedor foi herdado do pai, o megaempresário Mário Garnero, fundador do Grupo Brasilinvest e um dos homens mais bem relacionados do mundo. Mas o valor dado à simplicidade e ao trabalho vem também da família da mãe, Ana Maria Monteiro de Carvalho, que trouxe para o Brasil a Volkswagen, a Peugeot e a Ericsson. "As duas famílias são muito parecidas, me ensinaram a apreciar o dinheiro, mas com muita simplicidade, tratando todas as pessoas da mesma maneira." (veja a entrevista completa nos 3 vídeos anexados)

A fama de playboy

"Acho que falam isso por causa da minha aparência e porque sou dono de casas noturnas." 

Entretenimento

"Quero fazer um conglomerado de entretenimento maior que o Buddha Bar, que foi vendido recentemente no exterior por 300 milhões de euros com 6 casas. Por causa das modelos, da moda, O Brasil tem um apelo muito forte. Somos a bolsa da vez"

"Estou abrindo agora em Barra Grande, no litoral sul da Bahia, um novo polo de entretenimento que eu tenho certeza que vai dar certo. Vai ficar parecido com Jurerê Internacional. É um lugar maravilhoso, de difícil acesso, que eu conheci em 2007, quando fui pra lá com o Aécio Neves e o Alexandre Acioly."

"Pra ter sucesso nesse ramo é preciso estar sempre inovando e não ter preconceito. Introduzimos no Café de La Musique a música sertaneja e a casa ficou lotada"

Televisão

"O trabalho como apresentador de TV começou por coincidência. O Marcelo de Carvalho, dono da Rede TV, me ligou e disse que estava precisando de um apresentador com o meu perfil, que conhecesse muita gente e muitos lugares. Depois veio a parceria com a Record. Montamos o programa 50 por 1, mostrando experiências que eu recomendava. Mas o programa era caro, porque a agente tinha que contratar produtoras locais pra filmar durante as viagens. Por causa disso acabei abrindo a Amora, uma produtora de TV."

"Sou diretor de novos negócios do Grupo Brasilinvest, mas me afastei um pouco por causa dos meus negócios. O meu pai sempre me apoiou, mas quando veio a história da televisão ele ficou com o pé meio atrás. Hoje em dia ele é um grande fã"

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