AmBev antecipa ampliação no Sudeste para atender demanda

A AmBev vai antecipar a ampliação desua capacidade instalada no Sudeste para atender o crescimentoda demanda por cerveja na região, antes da planejada construçãode uma unidade produtiva no Norte. "A gente vinha com uma perspectiva de que o crescimento naregião (Norte) vinha muito mais forte... No últimoquadrimestre, o volume no Sul e no Sudeste cresceu muito.Passamos a considerar muito mais importante uma expansão noSudeste", afirmou a jornalistas o presidente da AmBev, LuisFernando Edmond. O crescimento orgânico das vendas de cerveja da AmBev noBrasil foi de 10,2 por cento no ano passado. A empresa nãosegmenta os dados por região do país. "Estamos avaliando o que seria feito. Hoje está 51 porcento para uma fábrica nova e 49 por cento para algumaampliação", acrescentou. Em novembro passado a AmBev anunciou que estudava alocalização para uma nova unidade de produção no Norte --e quea decisão seria anunciada ainda em 2007, o que não aconteceu. "Vamos com certeza precisar de capacidade no Norte edeveremos iniciar isso até o final do ano. Antes prevíamos queisso iria ocorrer no início de 2008." Segundo Edmond, se a AmBev não tivesse adquirido acervejaria Cintra, há quase um ano, a empresa não conseguiria"ter atendido" o Sudeste no ano passado. A AmBev assumiu duasfábricas da Cintra. A de Piraí, no Rio de Janeiro, deve ser aopção caso a AmBev opte por ampliar uma existente. Já umafábrica nova tem chance maior "de ir para Minas Gerais". A AmBev calcula que precisa adicionar de 1 milhão a 2milhões de hectolitros por ano à sua capacidade no Brasil. O presidente da AmBev não quis especificar o valor doinvestimento para ampliar a capacidade no Sudeste, mas lembrouque o plano revelado em 2007 prevê investimento anual de 1bilhão de reais em capacidade no mercado brasileiro. ARGENTINA E BOLÍVIA A AmBev também vê necessidade de expandir capacidade emoutros países em que tem presença. "A América do Sul vemcrescendo igual ou até mais rápido que o Brasil", comentouEdmond. "Nós hoje temos capacidade instalada para atender toda ademanda (na América do Sul), mas isso não é economicamente amelhor opção", prosseguiu, referindo-se aos custos logísticospara se transportar a cerveja de um país para outro. Ele não quis dar mais detalhes sobre o plano de expansão decapacidade fora do Brasil, embora tenha mencionado dois paísesfoco de atenção: Argentina e Bolívia. Nesta quinta-feira, a AmBev anunciou queda de 4,1 por centono lucro do quarto trimestre ante igual período de 2006. Mas ageração de caixa subiu 20,2 por cento e agradou o mercado. As ações da AmBev subiam 2,5 por cento na Bolsa de Valoresde São Paulo nesta tarde, enquanto o Ibovespa tinha alta deapenas 0,24 por cento.

CESAR BIANCONI, REUTERS

28 de fevereiro de 2008 | 16h10

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