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Ambev tem lucro líquido de R$ 2,3 bi no 2º trimestre, alta de 15%

Depois de ter recuado no início do ano, o volume de cerveja vendido pela Ambev no Brasil retomou trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2018, mesmo com a greve dos caminhoneiros

Leticia Fucuchima, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2018 | 08h56

A fabricante de bebidas Ambev reportou um lucro líquido de R$ 2,317 bilhões no segundo trimestre de 2018, alta de 15,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Este resultado é atribuído à participação dos controladores.

Já o lucro consolidado registrou aumento de 14,1% na mesma base de comparação, alcançando R$ 2,424 bilhões. Em relatório de resultados, a administração da companhia também informou o lucro líquido ajustado a itens não recorrentes. No segundo trimestre, o lucro ajustado somou R$ 2,348 bilhões, 9,7% superior ao reportado um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado cresceu 15,0%, totalizando R$ 4,534 bilhões de abril a junho. O ajuste exclui efeitos de itens não recorrentes.

No segundo trimestre, a receita líquida da companhia alcançou R$ 11,509 bilhões, expansão de 12,1% na comparação anual. 

Vendas

Depois de ter recuado no início do ano, o volume de cerveja vendido pela Ambev no Brasil retomou trajetória de crescimento no segundo trimestre de 2018, mesmo com a greve dos caminhoneiros. O volume cresceu 1,7% entre abril e junho na comparação com o mesmo período do ano anterior, chegando a 17,729 milhões de hectolitros.

Nos comentários da administração sobre os resultados do segundo trimestre, a Ambev afirma que os efeitos negativos sofridos com a greve dos caminhoneiros foram compensados pelos impactos positivos da Copa do Mundo sobre a demanda. Ainda segundo a companhia, a indústria de cerveja se manteve estável no período.

"Nossos resultados no Brasil foram impulsionados por uma combinação da nossa excelência operacional, a qual foi decisiva durante a greve dos caminhoneiros, e uma execução consistente das nossas plataformas de crescimento", escreve a Ambev.

Em texto sobre as perspectivas para o restante do ano, a companhia reiterou sua expectativa "otimista" com seus negócios para o ano. "Embora o cenário no País ainda seja desafiador e volátil, estamos confiantes em nossa estratégia e continuamos comprometidos em manter uma execução disciplinada das nossas plataformas de crescimento para acelerar o crescimento de Ebitda versus 2017", diz a Ambev, que deixou este ano de oferecer guidances (metas) para os resultados anuais.

Sobre o segmento de refrigerantes e bebidas não alcoólicas no Brasil (NAB Brasil), a Ambev afirma que a divisão teve "um bom trimestre", com o volume vendido aumentando 1,0%, enquanto a indústria como um todo caiu "um dígito médio". "Baseado na evolução de nossos custos durante o restante do ano, esperamos que o CPV/HL (custo do produtos vendidos por hectolitro) excluindo depreciação e amortização para NAB Brasil cresça um dígito médio no ano de 2018".

Operações internacionais

Sobre os negócios fora do Brasil, a Ambev destacou que está "muito satisfeita" com o desenvolvimento das operações na América Central e Caribe (CAC) e segue "estusiasmada" com as oportunidades na região, tanto no curto quanto no longo prazo.

Já para a América Latina Sul (LAS), a companhia se diz cautelosa com o cenário macroeconômico na Argentina, mas salienta seu histórico de resultados "sólidos" na região. "Permanecemos confiantes em nossa habilidade de manter este padrão, suportado pela força de nossas marcas e por nossa disciplina financeira", escreve.

No Canadá, a Ambev avalia que não está satisfeita com os resultados recentes, mas que deve "superar a difícil base de comparação do CPV (custo dos produtos vendidos)" a partir do terceiro trimestre deste ano. 

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