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Ambev vende menos cervejas no trimestre, mas lucro líquido aumenta

Em março, queda nas vendas ficou entre 17% e 19%, mas houve recuperação em abril, garante a companhia

Danielle Chaves e Suzana Inhesta, da Agência Estado,

30 de abril de 2013 | 08h05

No primeiro trimestre, o brasileiro consumiu menos cerveja. Segundo o balanço da Ambev, houve queda de 7,1% nas vendas de cerveja no período, resultado que segundo a empresa era esperado.  

De acordo com a companhia, somente em março o declínio das vendas em volume do mercado foi entre 17% e 19%. "Apesar da desaceleração dos volumes da indústria em março, o desempenho de abril apresentou boa melhora e estimamos que esteja caindo um dígito porcentual médio", afirmou a Ambev.  

Além do impacto do Carnaval antecipado e do clima ruim (que permaneceu ao longo de março), a indústria nacional da cerveja também foi prejudicada por uma inflação dos alimentos mais alta e desaceleração do crescimento de renda disponível. "Nesse tipo de ambiente, o fato que tivemos de aumentar os preços em termos reais para compensar o aumento de impostos de outubro de 2012 também não contribuiu", disse a companhia, ressaltando que a estratégia de embalagens será ainda mais importante para melhorar o desempenho de receita líquida, entregando aos consumidores embalagens com preços mais acessíveis enquanto a renda disponível continuar sob pressão.

Nos resultados consolidados das operações da companhia no País, o volume vendido recuou 6,3%, passando de 28,845 milhões de hectolitros para 27,038 milhões de hectolitros no primeiro trimestre deste ano. Somente de cerveja, a queda foi de 8,2%, para 19,817 milhões de hectolitros e de refrigerantes e bebidas não alcoólicas o recuo foi de 0,5%, para 7,221 milhões de hectolitros.

Já em receita líquida, o consolidado do Brasil teve aumento de 0,8%, passando de R$ 4,906 bilhões no primeiro trimestre de 2012 para R$ 4,945 bilhões de janeiro a março de 2013. O Ebitda ajustado somou R$ 2,499 bilhões, avanço de 1,6%, com margem Ebitda ajustada de 50,5%, avanço de 0,4 ponto porcentual.

Apesar da diminuição no volume de vendas da indústria brasileira, o volume de vendas de inovações da Ambev cresceu no primeiro trimestre, liderado pelas latas de 550 ml de Skol e Brahma. O volume de cervejas premium também apresentou aumento, impulsionado pelas marcas Budweiser e Stella Artois. Outro destaque foi o crescimento das vendas de garrafas retornáveis de vidro de 1 litro e de 300 ml. Além disso, a participação de mercado no Norte e no Nordeste continua em uma curva ascendente.

Cervejas

Enquanto o volume caiu 8,2%, a receita líquida do segmento de cervejas da Ambev no Brasil recuou apenas 0,3%, para R$ 4,123 bilhões. O Ebitda ajustado da unidade cresceu 0,6%, para R$ 2,148 bilhões, com margem de 52,1%, incremento de 0,4 ponto porcentual. Em participação de mercado nacional, a média da Ambev do trimestre foi uma fatia de 68,1% ante 69% do primeiro trimestre de 2012.

Refrigerantes e bebidas não alcoólicas

A receita líquida deste segmento da companhia no País cresceu 6,5%, para R$ 822,7 milhões. O Ebitda ajustado da unidade avançou 8,1%, para R$ 351,4 milhões, com margem de 42,7%, alta de 0,6 ponto porcentual.

Lucro

O lucro líquido da cervejaria Anheuser-Busch InBev subiu para US$ 2,05 bilhões no primeiro trimestre deste ano, de US$ 1,67 bilhão no mesmo período de 2012, uma alta de cerca de 22%. No entanto, a queda no volume de vendas em seus principais mercados, o Brasil e os EUA, fez com que a receita ficasse abaixo das estimativas dos analistas.

A receita da AB InBev caiu para US$ 9,17 bilhões no primeiro trimestre, de US$ 9,33 bilhões um ano antes, afetada também pelo dólar mais fraco, apesar de a empresa ter elevado os preços de seus produtos. A previsão dos analistas era de US$ 9,64 bilhões em receita. O Ebitda recuou para US$ 3,43 bilhões, de US$ 3,56 bilhões.

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