American Airlines pede concordata em Nova York

Segundo a empresa, há caixa de US$ 4,1 bilhões para manter as operações durante a reestruturação

Álvaro Campos, da Agência Estado, e Economia & Negócios,

29 de novembro de 2011 | 10h22

NOVA YORK - A holding AMR e sua subsidiária American Airlines entraram nesta terça-feira, 29, com pedido de concordata em um tribunal de Nova York, após anos tentando lidar com seus altos custos trabalhistas. O processo deve permitir que a companhia aérea continue com suas operações normalmente, enquanto reestrutura sua dívida. No início da tarde, as ações da companhia despencavam mais de 80%, a US$ 0,25.

A companhia também nomeou Thomas Horton como chairman e executivo-chefe, no lugar de Gerard Arpey, que vai se aposentar. "Essa foi uma decisão difícil, mas é o caminho certo e necessário que nós temos de adotar - e adotar agora - para nos tornarmos uma companhia aérea mais eficiente, financeiramente forte e competitiva", disse Horton.

A AMR é a última entre as grandes aéreas norte-americanas a recorrer ao Capítulo 11 da Lei da Falências, nota o New York Times. "Nossa significativa desvantagem de custo em comparação com nossos concorrentes, que reestruturaram os seus custos e dívidas através de Capítulo 11, tornou-se cada vez mais insustentável, dado o impacto da incerteza econômica global, da instabilidade das receitas e dos preços voláteis dos combustíveis", completou Horton. A empresa atua em 260 aeroportos espalhados por mais de 50 países, com uma média de 3.300 voos diários.

A AMR tem cerca de US$ 4,1 bilhões em dinheiro sem restrições e investimentos de curto prazo,o que deve ser suficiente para pagar fornecedores e outros parceiros durante a proteção oferecida pelo Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. A companhia acredita que não deve precisar de financiamentos "debtor in possession" (DIP).

No mês passado, a AMR revelou que teve prejuízo de US$ 162 milhões no terceiro trimestre. Os resultados da companhia foram afetados novamente pelos aumentos nos custos dos combustíveis, que subiram 40% na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

Texto atualizado às 10h55

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