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American Airlines vai cortar voos à Venezuela por disputa sobre receita

A American Airlines anunciou nesta terça-feira que cortará quase 80 por cento de seus voos semanais à Venezuela, em resposta à recusa do governo de repatriar 750 milhões de dólares em receita bloqueada por controles cambiais.

REUTERS

17 de junho de 2014 | 13h07

A partir de 2 de julho, a American fará 10 voos semanais apenas para Miami. Suas rotas atuais incluem 48 voos semanais para San Juan, Dallas/Forth Worth e Nova York.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) disse que as companhias aéreas membros da associação têm 4 bilhões de dólares em receita de bilhetes que não puderam repatriar devido a atrasos no mecanismo de controle cambial da Venezuela.

"Já que devem a nós um montante circulante significativo (750 milhões de dólares até março de 2014) e por não termos conseguido alcançar uma solução sobre a dívida, vamos reduzir significativamente nossos voos ao país", escreveu um representante da companhia aérea em um e-mail.

A companhia disse que trabalha na Venezuela há mais de 25 anos, e que o país foi o primeiro destino da companhia na América do Sul.

O presidente venezuelano Nicolas Maduro ameaçou expulsar companhias aéreas que interrompam voos ou restrinjam o serviço. Ele atribuiu recentemente o problema a voos que seriam redirecionados para o Brasil devido a Copa do Mundo.

O sistema de controle cambial de 11 anos da Venezuela exige que companhias aéreas cobrem passagens em bolívares. Mas o país forneceu apenas aprovação limitada para a repatriação destes fundos de volta a dólares.

(Por Girish Gupta)

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