American Express impede 5o dia de ganhos em Wall Street

As bolsas de valores de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira em queda, após a American Express informar que o número de pessoas com dificuldade para efetuar pagamentos de cartão de crédito cresceu, apagando o otimismo do início do dia sobre a possibilidade de bancos voltarem a ter lucro em meio à desaceleração econômica.

LEAH SCHNURR, REUTERS

16 de março de 2009 | 18h40

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, teve oscilação negativa de 0,10 por cento, a 7.216 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq fechou em queda de 1,92 por cento, para 1.404 pontos. O índice Standard & Poor's 500 perdeu 0,35 por cento, a 753 pontos.

Foi o primeiro pregão das bolsas de Nova York em queda depois de um período de quatro dias de alta.

A American Express, que fornece crédito a consumidores de mais alta renda, informou que sua taxa de inadimplência para cartão de crédito subiu para 8,7 por cento em fevereiro. As ações da companhia perderam 3,3 por cento, a 12,66 dólares.

"A American Express tirou nosso chão", disse Joe Saluzzi, co-gerente de operações na Themis Trading em Chatham, Nova Jersey. "Quando eles anunciaram que a taxa de inadimplência foi mais alta no último trimestre, isso acelerou as vendas", acrescentou.

A queda do índice Nasdaq refletiu um movimento de realização de lucros dos investidores com ações de semicondutores após uma semana de bons resultados. Um índice de papéis de semicondutores teve baixa de 3,6 por cento, seguindo uma alta de 13 por cento na semana passada.

A Intel também pressionou o índice Nasdaq, depois que a companhia acusou a Advanced Micro Devices de violar os termos de um acordo de licenciamento cruzado entre os dois fabricantes de chips rivais.

As baixas puseram fim a um rali de quatro dias. Mesmo com os recentes avanços, o índice S&P 500 acumula queda de 16,5 por cento em 2009 e de mais de 50 por cento desde as altas alcançadas em outubro de 2007.

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