American Express tem lucro de US$ 1,017 bi no 2º trimestre

Resultado, que praticamente triplicou em relação ao mesmo período de 2009, surpreendeu as previsões dos analistas

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

22 de julho de 2010 | 19h07

O lucro da American Express no segundo trimestre praticamente triplicou em relação ao resultado obtido em igual período de 2009 e superou as previsões de analistas, impulsionado por um aumento de 16% nos gastos com os cartões da companhia e por uma redução acentuada nas provisões contra perdas.

"Embora os gastos entre os consumidores mais afluentes e as empresas tenham permanecido fortes, os usuários de cartão de hoje estão tomando menos empréstimos e pagando uma parte maior de suas dívidas pendentes", afirmou o presidente do conselho e executivo-chefe da American Express, Kenneth Chenault. "Continuamos cautelosos em relação à economia e ao ambiente regulatório desafiador", acrescentou.

No segundo trimestre, a American Express teve um lucro de US$ 1,017 bilhão, ou de US$ 0,84 por ação, em comparação ao lucro de US$ 337 milhões, ou de US$ 0,09 por ação, obtido em igual período do ano passado. A receita ajustada para despesas com juros subiu 13%, para US$ 6,86 bilhões. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam um lucro por ação de US$ 0,78 e uma receita de US$ 6,84 bilhões.

A unidade de negócios com cartões dos EUA, a maior da American Express em termos de receita, voltou a registrar lucro, beneficiada pelo crescimento da receita e por um declínio de 56% nas provisões com perdas.

No caso de cartões de crédito cuja dívida precisa ser necessariamente paga no final do mês, a taxa de baixas contábeis caiu para 1,6% no segundo trimestre, de 5,2% um ano antes e em comparação a 1,7% no primeiro trimestre. Para os cartões de crédito comuns, que permitem o acúmulo de dívidas, a taxa de baixas contábeis recuou para 6,2% no segundo trimestre, de 10,3% em igual período de 2009 e de 7,2% nos primeiros três meses deste ano.

A American Express, diferentemente de suas concorrentes, emite cartões de crédito e está sujeita às normas aprovadas no início deste ano que limitam aumentos nas taxas de juros cobradas dos clientes. As ações da companhia caíam 1,13% no after hours, por volta das 18h50 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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