American Express tem lucro de US$ 1 bi no 2º trimestre

O lucro da American Express no segundo trimestre praticamente triplicou em relação ao resultado obtido em igual período de 2009 e superou as previsões de analistas, impulsionado por um aumento de 16% nos gastos com os cartões da companhia e por uma redução acentuada nas provisões contra perdas.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

22 de julho de 2010 | 19h40

"Embora os gastos entre os consumidores mais afluentes e as empresas tenham permanecido fortes, os usuários de cartão de hoje estão tomando menos empréstimos e pagando uma parte maior de suas dívidas pendentes", afirmou o presidente do conselho e executivo-chefe da American Express, Kenneth Chenault. "Continuamos cautelosos em relação à economia e ao ambiente regulatório desafiador", acrescentou.

No segundo trimestre, a American Express teve um lucro de US$ 1,017 bilhão, ou de US$ 0,84 por ação, em comparação ao lucro de US$ 337 milhões, ou de US$ 0,09 por ação, obtido em igual período do ano passado. A receita ajustada para despesas com juros subiu 13%, para US$ 6,86 bilhões. Analistas consultados pela Thomson Reuters esperavam um lucro por ação de US$ 0,78 e uma receita de US$ 6,84 bilhões.

A unidade de negócios com cartões dos EUA, a maior da American Express em termos de receita, voltou a registrar lucro, beneficiada pelo crescimento da receita e por um declínio de 56% nas provisões com perdas.

No caso de cartões de crédito cuja dívida precisa ser necessariamente paga no final do mês, a taxa de baixas contábeis caiu para 1,6% no segundo trimestre, de 5,2% um ano antes e em comparação a 1,7% no primeiro trimestre. Para os cartões de crédito comuns, que permitem o acúmulo de dívidas, a taxa de baixas contábeis recuou para 6,2% no segundo trimestre, de 10,3% em igual período de 2009 e de 7,2% nos primeiros três meses deste ano.

A American Express, diferentemente de suas concorrentes, emite cartões de crédito e está sujeita às normas aprovadas no início deste ano que limitam aumentos nas taxas de juros cobradas dos clientes. As ações da companhia caíam 1,13% no after hours, por volta das 18h50 (de Brasília). As informações são da Dow Jones.

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