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Americanas anuncia aquisição da Skoob, maior rede social para leitores do País

Valor da compra da plataforma, que tem mais de 8 milhões de usuários, não foi revelado; empresa afirma que leitura de resenhas auxilia na conversão de vendas do setor

Bruno Villas Bôas, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2021 | 18h16
Atualizado 16 de setembro de 2021 | 15h02

RIO - A Americanas S.A. anunciou nesta quarta-feira, 15, a compra da Skoob, maior rede social brasileira para leitores, com mais de 8 milhões de usuários, por valor não revelado. Com a aquisição, a gigante do e-commerce espera acelerar vendas de livros pela internet, categoria que costuma ser uma porta de entrada de novos clientes e tem elevada recorrência de compras. 

Lançada em 2009, a Skoob oferece uma biblioteca virtual que permite a organização de leituras (concluídas e desejadas), produção de resenhas e avaliação de obras literárias. É possível interagir com outros leitores, editoras e autores. A plataforma e o app têm ainda interatividade com outras redes sociais.

“A Skoob tem um conteúdo qualificado, das avaliações feitas pelos usuários, o que é importante para a conversão das vendas. E, também por isso, tem um usuário fiel, o que traz engajamento”, disse Marcio Cruz, CEO da plataforma digital da Americanas, em entrevista ao Estadão/Broadcast. “Conhecer bem os clientes é valioso, sobretudo para a Americanas e o Submarino, que tem o DNA de livros.”

Segundo a Americanas, as avaliações de livros (reviews) funcionam como alavancas de vendas da plataforma, aumentando em até 40% a conversão da categoria de livros. E a Skoob tem mais de 45 milhões de reviews de obras feitas por seus usuários, que são, majoritariamente, jovens na faixa etária de 16 a 34 anos. 

“O livro mais vendido de 2020 na nossa plataforma tinha 175 reviews. Na Skoob, tinha 20 mil avaliações”, ilustra Cruz. O segmento de livros também é uma porta relevante porta de entrada de novos clientes no e-commerce, com um CAC (custo de aquisição de cliente) 3,6 vezes menor do que a média de outros produtos. A frequência de compras é 50% maior que a média. Crescer a recorrência de vendas é um dos objetivos tem sido um dos objetivo de negócio da Americanas.

As conversas entre Americanas e os empreendedores da Skoob, Lindenberg Moreira e Viviane Lordello, foram iniciadas há alguns meses e aceleraram mais recentemente. Os dois empreendedores seguem no negócio. A Americanas espera iniciar imediatamente a integração da empresa adquirida. A operação não precisará passar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

Segundo Cruz, a Americanas possui 3 milhões de ofertas de livros em sua plataforma. Ele lembrou que, até recentemente, as lojas físicas eram o principal mercado dos livros. Com a pandemia e o fechamento de livrarias, as vendas migraram mais rapidamente para o digital. As lojas físicas da Americanas podem contribuir para o crescimento da empresa nesse segmento.

“A aquisição cria uma conexão de milhões de leitores e consumidores com fornecedores e lojistas parceiros da plataforma digital da Americanas. Conecta com outros ativos que temos na Americanas S.A, como as lojas físicas. Podemos fazer, por exemplo, eventos nas lojas físicas com autores de livros. Também podemos fazer lives com autores, trazer mais conteúdos”, explica o executivo. 

A aquisição, realizada por meio da IF Capital, motor de inovação e aquisição da Americanas, ocorre um mês após a aquisição da Hortifruti Natural da Terra, rede com 73 lojas em quatro Estados (Rio, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo), por R$ 2,1 bilhões.  

Dentro da estratégia de crescimento inorgânico, a gigante do varejo anunciou outras operações desde o ano passado, como a compra do Supermercado Now (marketplace de mercado) e do Grupo Uni.co (das marcas Puket e Imaginarium), além de fintechs, um empresa de entrega rápida e parcerias.

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