Americano da Al-Qaeda diz que crise é vitória do islã

Em uma mensagem de meia hora, o californiano Adam Gadahn diz que os EUA desrespeitaram leis de Alá

05 Outubro 2008 | 13h25

Um membro americano da rede terrorista Al-Qaeda apontou as dificuldades econômicas dos Estados Unidos como prova de que "os inimigos do islã" enfrentam a derrota, em um vídeo em língua inglesa divulgado no sábado, 4.   Veja também: Bush sanciona lei que prevê US$ 700 bilhões contra a crise Aprovação do pacote protege o povo americano, diz Paulson Aprovação demonstra compromisso do governo, diz Bernanke Recurso extra reduz impopularidade de plano, diz economista Crise afetará neoliberalismo, dizem analistas Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA    Em uma mensagem de meia hora, o californiano Adam Gadahn pede que o povo paquistanês se una contra as forças do governo americano e faz provocações aos EUA por conta da crise econômica, ligando-a às intervenções militares do país no exterior.   "Os inimigos do islã enfrentam uma derrota esmagadora, que começa a se manifestar na crise econômica em expansão que vivenciam", disse ele, em um clipe da mensagem distribuído pelo SITE Intelligence Group, uma organização que monitora websites extremistas.   "Uma crise cuja causa primária , além das cruzadas abortivas e insustentáveis no Afeganistão, Paquistão e Iraque, é o fato de terem dado as costas às leis reveladas de Alá, que proíbem transações a juros, exploração, ganância e injustiça". Gadahn, de 29 anos, cresceu a leste de Los Angeles. Ele foi indiciado, em 2005, por traição e prestar ajuda material a uma organização terrorista estrangeira.   O FBI diz que ele se mudou para o Paquistão em 1998, e cursou um campo de treinamento da Al-Qaeda seis anos depois, atuando como intérprete e consultor.

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