Amil projeta crescimento de 10% em relação a 2009

O Grupo Amil deverá registrar um "crescimento orgânico" de 10% em 2010 ante o ano passado, segundo acredita o presidente da instituição, Edson Bueno. Segundo ele, se os cálculos levarem em consideração a aquisição da Medial Saúde no final do ano passado, a expansão este ano poderá chegar a 60%. O executivo disse que o grupo pretende continuar adquirindo novos negócios, ainda que não revele detalhes de possíveis novas fusões. "Estamos sempre procurando oportunidades e continuamos em busca, queremos ser os consolidadores da indústria", afirmou.

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

24 de maio de 2010 | 15h56

Bueno concedeu entrevista após receber o prêmio Personalidade do Ano da Câmara de Comércio Americana (Amcham). De acordo com o executivo, os resultados da Amil no primeiro trimestre confirmam que os resultados este ano podem ficar acima das expectativas, já que o faturamento aumentou 14% ante igual período do ano passado, ultrapassando a projeção do grupo de uma expansão de 10% no período.

Ele explicou que os resultados da Medial Saúde já foram invertidos e, de uma queda de 2,5% no Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no quarto trimestre do ano passado ante igual período de 2009, a empresa passou para um aumento de 5,9% no primeiro trimestre deste ano. "Mudamos os dados da Medial com redução de compras e enxugamento de pessoal com aproveitamento das sinergias", disse ele, que explicou que o corte de pessoal é "inevitável" nesses processos de aquisições. "Há queda de custos para a empresa e ganhos para os clientes", explicou.

Edson Bueno disse que, no que diz respeito a planos de saúde, a expectativa da empresa é de expansão maior no grupo dos clientes corporativos, que já somam 3,2 milhões no País, enquanto outros dois milhões de clientes dividem-se à metade entre planos dentais e de pessoas físicas. Segundo ele, com o crescimento da economia os planos para empresas registram alta, já que os empresários elevam a confiança e elevam os benefícios para os empregados.

Segundo o executivo, o crescimento do poder de compra dos trabalhadores, com migração das classes mais baixas para a classe C, beneficia as empresas de planos de saúde, mas é preciso que os preços sejam livres para uma gama maior de serviços para as pessoas físicas. "O preço deve ter reajuste livre para estimular a competição, todos ganham, sempre lutei pela liberação de preços", afirmou. Bueno disse também que, desde que o Grupo Amil ingressou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em 2007, a prioridade é implementar "um modelo corporativo que torne a empresa mais transparente".

No primeiro trimestre de 2010, o Grupo Amil registrou receita operacional de R$ 1,29 bilhão, com aumento de 14,1% ante igual período de 2009 e de 2,8% ante o quarto trimestre de 2009, sem levar em consideração a aquisição da Medial. Já somados os dados da nova empresa, o grupo totalizou receita operacional de R$ 1, 86 bilhão, com alta de 64,2% ante igual trimestre do ano anterior e de 27,6% ante o quarto tri do ano passado.

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