Washington Alves/Reuters
Washington Alves/Reuters

Andrade Gutierrez assina acordo de leniência de R$ 1,5 bi com CGU e AGU

Cifras giraram em torno de R$ 1,489 bilhão, das quais R$ 875 milhões correspondem a lucros obtidos ilegalmente, R$ 328 milhões de propina e R$ 286 milhões de multa administrativa

O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2018 | 16h29

BRASÍLIA - A empreiteira Andrade Gutierrez assinou acordo de leniência com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Advocacia Geral da União (AGU) no valor de R$ 1,489 bilhão. Desse montante, R$ 875 milhões correspondem a lucros obtidos ilegalmente, R$ 328 milhões equivalem à propina e os R$ 286 milhões restantes correspondem a uma multa administrativa. A informação que o governo fecharia o acordo nesta semana foi dada pela Coluna do Estadão.

Segundo a AGU, o valor a ser pago pela construtora será dividido em 16 anos e terá correção pela taxa Selic a partir de agosto de 2019.

 "O acordo de leniência traz as respostas que a sociedade tanto precisa", afirmou a ministra da AGU, Grace Mendonça, ao anunciar o acordo de leniência.

 Ela avalia que a devolução de R$ 328 milhões pelo pagamento de propina "mostra que as instituições brasileiras são capazes de se organizar por soluções eficazes". Para a ministra, o Brasil não está mais atrás de outros países no uso de acordos de leniência como ferramenta de punição e investigação.

 O ministro da CGU, Wagner Rosário, disse que o novo acordo é apenas mais um passo no esforço para o combate à corrupção. "Não é o fim. É o início de um trabalho árduo de combate à corrupção. Cada vez mais vamos trabalhar conjuntamente com outros órgãos para ressarcir o erário público", disse Rosário.  

 

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