Aneel adia pagamento de R$1,3 bi por distribuidoras até 31 de julho

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta quarta-feira a postergação, até o dia 31 de julho, do pagamento de 1,3 bilhão de reais que as distribuidoras teriam que realizar neste mês referente aos valores das operações no mercado de curto prazo que não estão cobertos pela tarifa de energia.

LEONARDO GOY, REUTERS

09 de julho de 2014 | 16h17

O adiamento tem como objetivo ganhar tempo para que o governo busque uma solução para cobrir essas despesas.

"A solução que está se buscando é encontrar uma forma de aportar recursos para cobrir essa diferença", disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, que vem tratando do assunto com o Ministério da Fazenda.

Fontes que acompanham o assunto já haviam dito que uma das possibilidades será negociar um aditivo ao empréstimo de 11,2 bilhões de reais concedido ao setor por um conjunto de bancos e que já foi totalmente utilizado.

Rufino disse que aplicar uma eventual revisão extraordinária não seria a solução adequada para corrigir o descasamento mensal entre o caixa e as despesas das empresas.

"Uma eventual revisão não é a solução para o caso, o caso é um descasamento entre o que está na tarifa e o que está no fluxo do pagamento do dia a dia. Se coloca uma eventual revisão, você inclui na tarifa e ele vai receber nos próximos 12 meses", disse.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (Aneel), o montante total que as distribuidoras terão de pagar na liquidação de julho (referente às operações de maio) é de 1,9 bilhão de reais, incluindo nessa conta o montante que tem cobertura pela tarifa.

(Por Leonardo Goy)

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