Aneel deve tomar decisão sobre Grupo Rede em breve

O interventor das distribuidoras do Grupo Rede nos Estados de São Paulo e Paraná, Sinval Gama, disse que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está em vias de tomar uma decisão sobre o plano de recuperação das concessionárias. "Temos reuniões intermediárias para tratar sobre o tema com a Aneel, que está ultimando os detalhes para resolver essa questão", afirmou o executivo, sem citar um prazo específico. As oito distribuidoras do grupo estão sob intervenção da agência reguladora desde agosto.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

20 de dezembro de 2012 | 18h25

Gama afirmou que tem mantido praticamente duas reuniões semanais com representantes da Aneel para discutir a viabilidade do plano de recuperação apresentado pelo empresário Jorge Queiroz, que ontem assinou um compromisso de investimento e de compra e venda com o consórcio CPFL Energia/Equatorial para a venda do Grupo Rede. O executivo apresentou um plano que prevê aporte de R$ 773 milhões para recuperar a saúde econômico-financeira das distribuidoras do grupo. "No que diz respeito à parte das concessionárias em São Paulo e no Paraná, o plano nos parece adequado", comentou.

O interventor afirmou que, no que diz respeito às distribuidoras paulistas e paranaense, o plano de recuperação prevê que os recursos serão usados para "quitar os mútuos, pagar os encargos e os tributos e fazer frente à dívida com bancos". Gama disse também que tem se reunido semanalmente com os interventores das outras concessionárias do grupo, localizadas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, para discutir o plano, mas que não poderia comentar a visão destes sobre o que foi apresentado por Queiroz. "A melhor recuperação é aquela que acaba rapidamente. Agora, não sei se os outros interventores compartilham dessa visão", acrescentou.

Pelos termos do acordo vinculante anunciado na noite de quarta-feira (19), a aprovação do plano de recuperação das concessionárias sob intervenção da Aneel é uma das condicionantes para que o negócio seja fechado. Outra condição é a aprovação do plano de recuperação judicial das holdings do Grupo Rede. Também na quarta, a Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial. A partir de agora, as partes têm 60 dias para apresentar uma proposta aos credores, que terão mais 120 dias para se decidir se aceitam ou não. O acordo prevê que as holdings do Grupo Rede sejam vendidas à Equatorial por R$ 1.

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