Anfavea defende engenharia automotiva no Brasil

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou na manhã desta quinta-feira, 22, que o descolamento entre produtividade e custo da mão de obra fez com que o País perdesse espaço no mercado mundial. Por isso, Moan defendeu a necessidade de desenvolvimento da engenharia automotiva no Brasil. "O grande desafio do Inovar-Auto, além de trazer produtividade para a indústria brasileira, é incentivar a engenharia automotiva", disse, na abertura do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, em São Paulo.

BEATRIZ BULLA, Agencia Estado

22 de agosto de 2013 | 11h37

Moan ressaltou que a Anfavea decidiu participar também do programa Inovar-Peças. O Inovar-Auto é o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, adotado pelo governo federal com o objetivo de estimular o investimento na indústria automobilística nacional. Já o Inovar-Peças vem sendo negociado nos mesmos moldes com a intenção de ampliar a competitividade do segmento de componentes automotivos no País.

Segundo ele, há empresas de autopeças que não conseguem produzir diante de novas metas. Por isso, ele afirmou que é interessante identificar as peças que, na soma de consumo de todas as montadoras, têm escala para serem produzidas no Brasil. "Nas conversas com o governo, a decisão é de produzir no Brasil. Mas para produzir no Brasil nós precisamos de um setor de autopeças forte", disse.

Carros híbridos - Moan afirmou também que a instituição entregou ao governo federal uma proposta de "introdução de veículos híbridos e elétricos no Brasil". Ele ressaltou que o País não pode "cometer o erro" de proibir a importação desses veículos e tirar a possibilidade de experimentar a tecnologia.

O presidente da Anfavea comentou ainda que os veículos dessa categoria são uma tendência no mundo e defendeu que o País seja um campo de pesquisa da utilização do etanol na tecnologia de célula de combustível. "Qual será o market share de um veículo híbrido? Ninguém sabe hoje. De um veículo elétrico? Ninguém sabe. Mas está crescendo", afirmou.

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