Anglo American adia em um ano operação do Minas-Rio

A Anglo American anunciou nesta sexta-feira o adiamento em um ano da entrada em operação do projeto Minas-Rio. Orçado em US$ 5,8 bilhões, o investimento agora está previsto para o segundo semestre de 2014, mas a companhia já deixa em aberto novas postergações. Em comunicado, a Anglo informou que o cumprimento do novo cronograma depende da solução ainda este ano dos entraves que o projeto vem enfrentando desde o final de 2011.

MÔNICA CIARELLI, Agencia Estado

27 de julho de 2012 | 11h28

O grande problema do projeto gira em torno de sítios arqueológicos descobertos na local. Este ano, a Justiça chegou a suspender as obras sob alegação de riscos de destruição do patrimônio histórico da região. "Continuamos trabalhando em parceria com os governos e autoridades responsáveis para que as questões legais sejam resolvidas o mais rápido possível. Acreditamos no grande potencial desse empreendimento e na sua importância para a economia do País, dos estados e municípios onde estamos presentes", afirmou em comunicado o presidente da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da Anglo American, Paulo Castellari.

No comunicado, o executivo ressaltou ainda a importância do projeto Minas-Rio para a estratégia da Anglo de crescimento no setor de minério de ferro. Além dos entraves legais, a empresa informou ainda que o adiamento se deveu também à ocorrência de fortes chuvas que impactaram o acesso logístico do empreendimento.

A Anglo informou que o impacto financeiro da revisão do cronograma do projeto Minas-Rio ainda está sob análise, que deve ser concluída até o final deste ano. Segundo a companhia, medidas para mitigar esses impactos já estão sendo tomadas. Entre elas, a possibilidade de desmobilização de determinadas atividades e a revisão do cronograma do início de novas contratações de empregados para trabalhar nas operações do projeto. "Embora essas medidas sejam necessárias, nossos compromissos de investimentos nas regiões onde estamos presentes permanecem", afirmou Paulo Castellari.

Este ano, a mineradora elevou em cerca de 15% o orçamento inicial do projeto, que passou de US$ 5 bilhões para US$ 5,8 bilhões.

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