Anglo American faz acordo para reduzir tarifas no Brasil

A mineradora global Anglo American informou hoje que obteve tarifas de longo prazo atrativas para seu projeto de minério de ferro no Brasil, em troca de assumir uma parcela maior dos custos de desenvolvimento do Porto do Açu, no Estado do Rio de Janeiro. A Anglo American possui uma fatia de 49% no porto, enquanto a LLX Logística, do empresário Eike Batista, detém os 51% restantes.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

29 de dezembro de 2010 | 12h15

"Nós asseguramos agora uma posição de custo extremamente competitiva para o nosso projeto de minério de ferro Minas-Rio no Brasil", afirmou em comunicado a executiva chefe da Anglo American, Cynthia Carroll. A companhia concordou em pagar US$ 525 milhões adicionais para desenvolver o Porto do Açu, o que levará a participação da empresa no custo de desenvolvimento do porto para US$ 1,2 bilhão, do valor total de US$ 1,5 bilhão, de acordo com um porta-voz da mineradora.

No acordo com a LLX, a Anglo American assegurou um contrato fixo de 25 anos, segundo o qual a mineradora pagará uma tarifa bruta portuária de US$ 7,10 por tonelada, ou de US$ 5,15 por tonelada uma vez que a participação da empresa no porto seja levada em conta. A tarifa portuária será aplicada à primeira fase do projeto Minas-Rio, que está previsto para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Se o volume de minério de ferro transportado superar esse montante, será aplicada uma tarifa bruta mais baixa de US$ 4,25 por tonelada, desde que não haja necessidade de expansão portuária.

A Anglo American espera iniciar a construção do projeto em março e afirmou que serão necessários de 27 a 30 dias para a realização do primeiro transporte de minério de ferro proveniente da mina. O porta-voz da companhia afirmou que a capacidade portuária será mais do que suficiente para cobrir a primeira fase do projeto. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.