Anglo American pode buscar parceiro no Brasil

A mineradora Anglo American está considerando encontrar um parceiro para seu projeto de minério de ferro no Brasil. A medida, segundo fontes próximas da situação, não é uma estratégia de defesa contra a oferta de fusão feita pela Xstrata.

ERIC ONSTAD E QUENTIN WEBB, REUTERS

29 de junho de 2009 | 07h52

Notícias publicadas no fim de semana afirmam que a Anglo, que na semana passada rejeitou oferta de "fusão de iguais" feita pela Xstrata, estava buscando uma medida de defesa por meio da venda de parte do projeto Minas-Rio.

"A Anglo acredita que será um passo lógico assegurar um co-investidor para um projeto deste tamanho", informou uma fonte próxima da Anglo à Reuters. "A empresa pode estar buscando isso há algum tempo."

A mineradora não comentou o assunto.

Nenhum nome foi mencionado como possível parceiro, mas a fonte informou que companhias siderúrgicas, investidores chineses e fundos soberanos são possibilidades.

Outra fonte próxima da situação informou que não há discussões detalhadas sobre uma possível parceria.

A Anglo American fechou no ano passado acordo para pagar 5,5 bilhões de dólares pela Minas-Rio e 69 por cento de Amapá, outro projeto de minério de ferro no Brasil.

A Minas-Rio vai custar cerca de 3,5 bilhões de dólares para ser construída e a Anglo havia informado anteriormente que o financiamento não seria um problema uma vez que tinha cerca de 9 bilhões de dólares em caixa e linhas de crédito.

Notícias publicadas por jornais citaram vários possíveis parceiros, incluindo a chinesa Chinalco, a trading japonesa Sojitz, Gulf Industrial Investment Company, um produtor de pelotas de óxido de ferro do Barein e Dubai Natural Resources World, controlada pelo Emirado de Dubai.

A Anglo planeja lançar a primeira fase de produção da Minas-Rio, que possui um depósito de minério de ferro de alta qualidade com concentração média de 68 por cento, no segundo trimestre de 2012.

A mina deve produzir 26,5 milhões de toneladas por ano na primeira fase, com potencial para crescer para 80 milhões de toneladas anuais.

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