Anglo American precisa de licença até março de 2011 para mina no Brasil

As licenças estão sujeitas a 212 condições

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

20 de agosto de 2010 | 13h14

A mineradora Anglo American precisa obter até março de 2011 licenças operacionais para algumas etapas de seu projeto de minério de ferro Minas Rio, no Brasil, a fim de evitar o adiamento do resto do empreendimento, disse Stephan Weber, executivo-chefe da Anglo Ferrous Brazil, unidade brasileira da companhia.

A companhia precisa obter as licenças do governo de Minas Gerais para a instalação de um concentrador de minério de ferro e de uma barreira de refugos, afirmou Weber, durante o evento SBB Steel Markets Latin America 2010, em São Paulo. As licenças estão sujeitas a 212 condições, destacou o executivo.

A executiva-chefe da empresa, Cynthia Carroll, disse em julho que o início das operações da Minas Rio, que terá capacidade para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, não ocorrerá até 2013, em razão da demora para a companhia obter a posse do terreno para a construção de um duto para transporte de minério de ferro. A data representa um atraso de três anos em relação ao prazo estimado originalmente.

A Anglo comprou a Minas Rio do empresário Eike Batista em 2008, como parte de um pacote de ativos de US$ 5,5 bilhões. Segundo Weber, progressos foram feitos nos projetos para a construção de um porto e um duto. A instalação de um concentrador de minério de ferro e de uma barreira de refugos é agora uma etapa "crítica" do empreendimento", acrescentou o executivo.

Ele disse, porém, que a Anglo está "confiante" que licenças pendentes serão concedidas em março. "Depois que conseguirmos as licenças, vamos precisar de até 30 meses para construir a usina e então 18 meses para levar a mina para sua plena capacidade", disse Weber.

A empresa já vendeu toda a produção proveniente do projeto e os contratos se tornarão efetivos quando a mina começar a funcionar, afirmou. A mina tem mais de 5 bilhões de toneladas de recursos de minério de ferro, com baixos níveis de contaminantes, que incluem a alumina, a sílica e o fósforo, segundo o executivo.

As informações são da Dow Jones. 

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