Anglo American precisa obter até março licença no Brasil

A mineradora Anglo American precisa obter até março de 2011 licenças operacionais para algumas etapas de seu projeto de minério de ferro Minas-Rio, no Brasil, a evitar o adiamento do resto do empreendimento. A informação foi dada hoje por Stephan Weber, executivo-chefe da Anglo Ferrous Brazil, unidade brasileira da companhia.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

20 de agosto de 2010 | 13h55

A empresa precisa obter as licenças do governo de Minas Gerais para a instalação de um concentrador de minério de ferro e de uma barreira de refugos, afirmou Weber, durante o evento SBB Steel Markets Latin America 2010, em São Paulo. As licenças estão sujeitas a 212 condições.

A executiva-chefe da empresa, Cynthia Carroll, disse em julho que o início das operações do projeto Minas-Rio, que terá capacidade para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, não ocorrerá até 2013, em razão da demora para a companhia obter a posse do terreno para a construção de um duto para transporte. A data representa um atraso de três anos em relação ao prazo estimado originalmente.

A Anglo comprou o Minas-Rio do empresário Eike Batista em 2008, como parte de um pacote de ativos de US$ 5,5 bilhões. Segundo Weber, progressos foram feitos nos projetos para a construção de um porto e um duto. A instalação de um concentrador de minério de ferro e de uma barreira de refugos é agora uma etapa "crítica" do empreendimento, acrescentou o executivo.

No entanto, ele disse que a Anglo está "confiante" que licenças pendentes serão concedidas em março. "Depois que conseguirmos as licenças, vamos precisar de até 30 meses para construir a usina e, então, 18 meses para levar a mina para sua plena capacidade", disse Weber. A empresa já vendeu toda a produção proveniente do projeto e os contratos se tornarão efetivos quando a mina começar a funcionar, afirmou. A mina tem mais de 5 bilhões de toneladas de recursos de minério de ferro, com baixos níveis de contaminantes, que incluem a alumina, a sílica e o fósforo, segundo o executivo. As informações são da Dow Jones.

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