Anglo quer duplicar capacidade do sistema Minas-Rio

A Anglo American avalia duplicara produção de minério de ferro no sistema Minas-Rio, atualmentecom capacidade projetada em 26,6 milhões de toneladas por ano,disse o presidente da Anglo Ferrous Brazil, Bernie Pryor. A Anglo Ferrous Brazil é o novo nome da IronX, que reúne osativos adquiridos em 5 de agosto pela Anglo por 5,4 bilhões dereais do empresário Eike Batista. Fazem parte da Anglo Ferrous o sistema Minas-Rio, que deveentrar em operação no final de 2010, e sistema Amapá. "Apesar de não termos o valor final, provavelmente vamosduplicar a capacidade do Minas-Rio", disse Pryor, estimandopara o início de setembro a operação que vai fechar o capitalda Anglo Ferrous Brazil na Bovespa e na bolsa de Toronto. A empresa comprou 63,3 por cento do capital da IronX, e seconseguir comprar todas as ações dos minoritários oinvestimento total da empresa pode subir para 8,6 bilhões dereais. O projeto Minas-Rio, maior aquisição já feita pela Anglo,consiste em um complexo de mina, mineroduto de 525 quilômetrose porto, que demandará investimentos de 3 bilhões de dólares. "Queremos atrair para o porto o máximo de receita possível,podemos importar carvão e exportar agrícolas, por exemplo",disse o executivo, ressaltando sem dar detalhes que o projetodo porto também poderá ser ampliado. Segundo Pryor, o projeto do Amapá, igualmente adquirido doempresário Eike Batista, também deverá ser expandido. Essesistema hoje já produz 6,5 milhões de toneladas/ano e temreservas estimadas em 330 milhões de toneladas. EXPANSÕES Em sua primeira entrevista como presidente da nova empresa,Pryor afirmou que o Brasil e a África do Sul, onde a Anglonasceu e possui operações de minério de ferro, são fundamentaispara atingir a meta global da companhia de atingir produção de150 milhões de toneladas da commodity em 2017, que poderácontar ainda com "possíveis novas aquisições", segundo Pryor. "A maior parte da nossa expansão virá do Brasil e doprojeto de Kumba, mas não nos limitaremos ao Brasil e ao sul daÁfrica", disse o executivo. Em Kumba, a Anglo produz 30 milhões de toneladas anuais deminério de ferro e, segundo Pryor, também está sendo avaliada aexpansão. Pryor se disse impressionado com a equipe de trabalho queencontrou nas duas empresas adquiridas de Eike, atualmentepresidente do Conselho de Administração da Anglo FerrousBrasil, entre eles alguns ex-empregados da Vale . Mas eleafirmou que pretende contratar mais pessoas. "Não temos nenhuma política para empregar, só a de trazergente que faça a diferença", disse Pryor, se esquivando deresponder se traria mais profissionais da mineradora brasileiraalém do diretor de operações do sistema Minas-Rio, CarlosGonzalez, que saiu da Vale para a MMX . Para o sistema Amapá foram contratadas 700 pessoas e para ocomplexo Minas-Rio, atualmente com 250 pessoas, o objetivo éatingir 1.400. No escritório do Rio de Janeiro, sede da Anglono Brasil, trabalham mais 150 pessoas. Há 30 anos no país, a Anglo emprega 4.200 pessoas econtrola a Mineração Catalão (nióbio e fosfato) e a Copebrás(fosfato). Está presente nas cidade de Catalão, Ouvidor,Niquelândia e Barro Alto, no Estado de Goiás, e São Paulo eCubatão, no Estado de São Paulo. Segundo Pryor, o Brasil não significa apenas minério deferro para a Anglo e outros minerais poderão ser buscados. Nomundo, a empresa tem cinco unidades de negócios: platina ediamante, metais básicos, minério de ferro e carvão.

DENISE LUNA, REUTERS

12 de agosto de 2008 | 17h52

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