Angola negocia com a Oi cabo submarino de fibra ótica

Estrutura ligará o país africano ao Brasil e pode custar até US$ 200 milhões 

Karla Mendes, da Agência Estado,

25 de janeiro de 2011 | 17h14

O governo angolano, por meio da Angola Cable, negocia com a brasileira Oi a construção de um cabo submarino de fibra ótica para ligar os dois países. A informação foi dada nesta terça-feira, 25, pelo vice-ministro para Telecomunicações de Angola, Aristides Safeca, depois de participar de uma reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em Brasília. "Esperamos que haja um acordo entre as partes ainda no primeiro semestre", afirmou Safeca.

Segundo o vice-ministro angolano, estudos mostram que o custo da construção desse cabo é de US$ 140 milhões, mas pode ficar entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, com os custos adicionais e o "desenho fino" do projeto. Safeca ressaltou que projetos dessa natureza são estratégicos para os dois países, mas, para o êxito da proposta, é fundamental ter empresas âncora, como a Angola Cable e a Oi. Ele ponderou, no entanto, que empresas de outros países também poderão participar do projeto.

Questionado sobre a liberação de recursos públicos para financiar o projeto, Safeca disse que vai depender da proposta final que será fechada entre as empresas. Hoje Angola tem dois cabos submarinos em operação: um que liga a África do Sul a Londres, onde se interliga a outro cabo até a Ásia; e outro em construção, que ligará a África do Sul à Europa.

Além da construção do cabo submarino, Safeca disse ao ministro que Angola tem a pretensão de adotar o padrão nipo-brasileiro de TV digital, pois na sua visão esse sistema traria mais benefícios para o país. O país africano também está em busca de parceiros para o lançamento de um satélite, que está em fase final de construção, no prazo máximo de dois a três anos. Os executivos da Oi que participaram da reunião não quiseram comentar o assunto.

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