Angra 3 tem atraso de 7 meses e iniciará operação em julho de 2016

A usina nuclear Angra 3 tem um atraso de sete meses e o início da operação comercial da usina foi postergado de 1o de dezembro de 2015 para 1 de julho de 2016, informou a Eletronuclear, empresa da Eletrobras responsável pela usina, nesta quinta-feira.

Reuters

27 de setembro de 2012 | 17h54

"Isso se deve, basicamente, a recursos e impugnações interpostos por empresas participantes da licitação para a contratação dos serviços de montagem eletromecânica --principal concorrência em andamento", informou a empresa em nota.

Segundo a Eletronuclear, todos os dez recursos interpostos até o momento foram rejeitados pela Justiça, mas a empresa ainda aguarda o julgamento da reclamação de uma concorrente não habilitada na fase de pré-qualificação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Até o final de agosto, o progesso físico da obra de Angra 3 era de 41,3 por cento, sendo que planejava-se que nessa data o progresso fosse de 59,4 por cento.

O atraso para entrada em operação do empreendimento já foi apresentado no Relatório de Acompanhamento Mensal de Angra 3 ao governo, Eletrobras, Aneel e BNDES em julho deste ano. Mas foi o relatório de agosto que confirmou o cenário de atraso para entrada em operação.

A usina nuclear Angra 3 terá potência de 1.405 megawatts (MW) quando for concluída e demanda investimentos totais de cerca de 10 bilhões de reais.

(Por Anna Flávia Rochas; Edição de Fábio Couto)

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIAANGRA3OPERACAOATRASO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.