Anhanguera vai frear aquisições no ano que vem

Depois de incorporar a Uniban, a previsão da Anhanguera Educacional é pôr o pé no freio das aquisições no próximo ano. A ordem da companhia é fazer compras "seletivas", que consumirão no máximo R$ 40 milhões. Só a compra da Uniban, firmada em setembro de 2011, porém "digerida" ao longo de 2012, exigiu um desembolso de R$ 510 milhões da companhia.

AE, Agencia Estado

14 de dezembro de 2012 | 10h38

"(O valor separado para aquisições) é pequeno para o nosso padrão, é um trabalho muito focado. Estamos olhando para empresas com resultados positivos e em regiões estratégicas", explica o presidente da Anhanguera Educacional, Ricardo Scavazza.

A empresa diz que existe a possibilidade de garantir a expansão orgânica, uma vez é dona de bandeiras populares de ensino, como UniABC, Anchieta e Universidade de Guarulhos. De acordo com Scavazza, agora é a hora de a empresa "explorar a capacidade" das aquisições já feitas.

Mesmo sem fazer nenhuma compra relevante, a Anhanguera Educacional acredita que será possível atingir a marca de 600 mil matriculados alunos em 2016, nos cálculos do diretor financeiro da companhia, José Augusto Teixeira. Esse número representaria alta de 39% em relação ao patamar atual, de cerca de 430 mil estudantes.

A postura mais conservadora da Anhanguera se justificativa pelo objetivo de reduzir o nível de endividamento para até uma vez a razão de dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Atualmente o nível é de duas vezes o Ebitda, número considerado saudável, mas que a empresa quer diminuir. "Somos conservadores", diz o presidente da empresa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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