Aníbal vê União inclinada a prorrogar concessões

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, afirmou hoje que "a posição majoritária do governo federal é claramente pela prorrogação" das concessões da geração de energia elétrica que vencem em 2015. Um total de 21 mil megawatts (MW), ou 20% da capacidade instalada do parque gerador do País, têm a concessão vencendo em quatro anos. Isso inclui as concessões das estatais paulista Cesp, mineira Cemig e paranaense Copel, além das do grupo Eletrobras.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

28 de junho de 2011 | 13h32

De acordo com o secretário, apesar de não haver negociações formais entre governo federal e as concessionárias, conversas têm ocorrido com os representantes do Ministério das Minas e Energia. Sobre o prazo da prorrogação, Aníbal acredita que ele não seja nem "menor que 15 anos e nem maior que 30 anos". O secretário participou de um evento em Sumaré (SP). No mesmo evento, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) avaliou que solução para o assunto ocorrerá ainda este ano.

Aníbal prevê que o governo federal exigirá compensações para prorrogar os contratos das geradoras, como ambientais e tarifárias, com a redução dos valores cobrados pelas concessionárias. "Mas não será nada fantasioso como andam dizendo por aí", disse. O secretário afirmou ainda que a possível privatização da Cesp só será discutida após a prorrogação dos contratos. "O horizonte agora é a renovação, depois o governo vai discutir e arbitrar isso", concluiu.

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