ANP convoca petroleiras a mostrar riscos após Chevron

Após o caso Chevron, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) passou a convocar petroleiras que atuam no Brasil a apresentar suas análises de riscos de projetos de petróleo, disse a diretora-geral do órgão regulador, Magda Chambriard.

Reuters

20 de julho de 2012 | 13h38

Implementada recentemente, durante as investigações da reguladora sobre os dois vazamentos de petróleo no campo de Frade, a medida reflete a intenção da agência em acompanhar o quão preocupadas estão as companhias em mitigar riscos inerentes à indústria petrolífera.

O documento de análise de riscos é elaborado pelas próprias petroleiras com base nas regras de segurança operacional da agência, mas até então não era visto pelo órgão regulador, ficando apenas na plataforma.

A Reuters antecipou na quarta-feira que a agência estudava solicitar estes dados às empresas.

Um dos documentos que devem ficar na plataforma para prevenir acidentes não estava na sonda da Chevron, revelou a agência nesta quinta-feira.

A ANP conclui em seu relatório sobre o primeiro acidente que a petroleira descumpriu seu próprio manual de procedimentos. Além disso, a petroleira interpretou mal dados geológicos, gerenciando erroneamente pressão e quantidade de lama no poço.

Outro procedimento pouco adequado, segundo a agência, foi a falta de revestimento suficiente do poço. O revestimento poderia ter sido maior.

O local por onde vazou petróleo não apresentava revestimento, e um cuidado maior isso poderia ter evitado ou minimizado o vazamento, segundo a agência.

As conclusões da ANP se assemelham às da Polícia Federal, que subsidiaram o Ministério Público Federal a entrar com ação contra a companhia.

A ser questionada pela Reuters sobre o assunto, a Chevron informou que agiu sempre de forma diligente e apropriada, de acordo com as melhores práticas da indústria.

(Por Sabrina Lorenzi)

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIAPETROLEOCHEVRONRISCO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.