ANP prevê bônus de mais de R$ 2 bi na 11ª Rodada de Licitações

Técnicos da ANP torcem para que os bônus passem de R$ 3 bilhões; o maior reslultado aconteceu na 9º rodada, em 2007, com um total de R$ 2,1 bilhões em bônus 

Sabrina Valle, Fernanda Nunes e Mônica Ciarelli, da Agência Estado,

14 de maio de 2013 | 09h25

RIO - A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, disse estar otimista com a 11ª Rodada de Licitações que se inicia neste momento, no Rio. Magda disse ser bem possível que os bônus de assinatura somem mais de R$ 2 bilhões, com potencial para ser recorde. Magda também disse que blocos do Foz do Amazonas devem ter grande procura, mais do que os seis blocos do Espírito Santo em águas profundas.

Técnicos da ANP torcem para que os bônus passem de R$ 3 bilhões. O maior montante aconteceu na 9º rodada, em 2007, com um total de R$ 2,1 bilhões em bônus.

A Agência recebeu uma série de liminares nos últimos dias tentando suspender o leilão, sendo parte dos pedidos feitos por movimentos sociais. No entanto, a ANP disse que as liminares carecem de fundamento técnico e foram derrubadas sem problemas. Outras liminares ainda podem aparecer, mas o diretor da ANP, Helder Queiroz, disse que é um movimento comum e que não ameaça a realização do evento.

Magda destacou que o plenário com capacidade para 700 pessoas está cheio e que há muita gente ainda do lado de fora, o que, segundo ela, demonstra o grande interesse na rodada. Magda disse que muitas empresas procuraram a agência nos últimos dias, mas declinou de dar detalhes sobre as áreas de interesse.

Bacia do Parnaíba

A ANP iniciou a rodada de licitações com a oferta de 20 blocos em terra na bacia do Parnaíba. Situada na região Nordeste do País, no Maranhão, Piauí, Tocantins e pequena parcela no Pará, Ceará e Bahia, a área é considerada de nova fronteira. O seu potencial é de produção de gás natural.

"Gavião Real, operado pela concessionária OGX, é o único campo produtor da bacia e produziu 2 milhões de m² de gás natural em dezembro de 2012", informou a ANP, em nota oficial. Desde janeiro de 2012, a ANP recebeu oito notificações de descoberta na bacia. Além da OGX, operam na bacia a Petrobras e a BP. Para essa bacia, o bônus de assinatura mínimo varia de R$ 1.012.496,96 a R$ 1.767.233,56.

Este primeiro setor licitado arrecadou R$ 61.366.466,00. Todos os 13 blocos licitados foram vendidos. A autarquia informou que as propostas preveem investimentos de R$ 443.425.800,00 para os próximos cinco anos a oito anos.

Pré-sal

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que os estudos sobre o potencial do pré-sal, que estão sendo realizados neste momento, vão "surpreender positivamente". Lobão lembrou que o País ficou quase cinco anos sem rodadas de licitações de áreas exploratórias, depois da descoberta do pré-sal, para a elaboração do regime de partilha, do qual participaram o próprio Lobão e a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, atual presidente da República.

A 11ª rodada não contempla áreas do pré-sal, que terá uma rodada exclusiva em novembro. Lobão lembrou ainda que, em outubro, será realizada uma rodada para a exploração de áreas de gás não convencional.

Lobão disse que o Brasil de hoje é bastante diferente do País das últimas rodadas. Citou, por exemplo, que o Brasil não deve - mas sim empresta - recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Potencial petrolífero

A ANP destaca a margem equatorial do País como a região de maior potencial petrolífero entre as que serão leiloadas nesta terça-feira. Em relatório oficial, a agência ressalta a possibilidade de surgimento ou crescimento da atividade petrolífera nas bacias do Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar, todas consideradas de nova fronteira exploratória.

Ao todo, serão oferecidos nos dois dias 289 blocos em 23 setores, que totalizam 155,8 mil quilômetros quadrados, em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano Sul.

O leilão começa com a oferta na bacia do Parnaíba, em 20 blocos terrestres, divididos em três setores. Dos 289 blocos, 166 estão localizados no mar - dos quais 94 em águas rasas e 72, em águas profundas - e 123 estão em terra. Foram habilitadas para participar da concorrência 64 empresas.

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