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Antes da venda, filial brasileira do HSBC lucrou US$ 191 milhões no 1º semestre

Nos primeiros meses do ano, as operações no Brasil representaram 44% do lucro do banco britânico na América Latina; HSBC vendeu a subsidiária no País para o Bradesco por US$ 5,2 bi

Fernando Nakagawa, correspondente, O Estado de S. Paulo

03 de agosto de 2015 | 07h26

LONDRES - O balanço do banco HSBC divulgado nesta segunda-feira, 3, mostra que a filial brasileira vendida ao Bradesco gerou lucro de US$ 191 milhões no primeiro semestre de 2015. Nos seis primeiros meses do ano, o Brasil foi responsável por 44% do lucro obtido pelo grupo britânico na América Latina. O banco de varejo brasileiro, porém, continuou no vermelho e foi fonte de prejuízo de US$ 74 milhões.

O balanço divulgado nesta madrugada revela que o resultado financeiro do HSBC Brasil apresentou melhora substancial antes de ser negociado. O lucro antes de impostos - de US$ 191 milhões - obtido no primeiro semestre é 247% maior que o registrado em igual período do ano passado. 

No semestre, a receita operacional líquida do HSBC Brasil somou US$ 1,544 bilhão, valor 13,7% menor que o observado um ano antes. Apesar de o ingresso de recursos ter diminuído, o lucro cresceu porque as despesas tiveram queda mais significativa. Em seis meses, os gastos operacionais alcançaram US$ 1,353 bilhão, cifra 21,9% inferior à observada no ano passado. 

Mas nem todas as atividades do HSBC Brasil geraram lucro. A unidade que engloba o banco de varejo e a gestão de ativos terminou com prejuízo de US$ 74 milhões no semestre. Ainda que o valor tenha caído 54% ante as perdas de US$ 161 milhões em igual período de 2014, a unidade continuou deficitária pelo menos pelo terceiro ano consecutivo, mostra o balanço do banco. 

Outros segmentos geraram lucro. A unidade "Global banking e mercados" foi responsável por resultado positivo antes de impostos de US$ 208 milhões, alta de 18,8%. Já o banco comercial, que atende empresas, fechou o semestre com lucro de US$ 32 milhões, queda de 40,7%. As demais unidades brasileiras somaram ganho de US$ 25 milhões no semestre. 

Resultado global. O HSBC anunciou lucro antes de impostos de US$ 13,628 bilhões no acumulado do primeiro semestre de 2015. O valor é 10,4% maior que o registrado em igual período do ano passado. Aos acionistas, a instituição exaltou o bom desempenho na Ásia e citou que a venda dos negócios em mercados como o Brasil revela o comprometimento do banco em melhorar os resultados.

Do lucro anunciado, a maior parte veio da Ásia, região responsável por US$ 9,4 bilhões no período - Hong Kong e a China continental são as principais filiais. Em seguida, entre as regiões com melhores resultados, aparece a Europa, com US$ 2,205 bilhões. Vale destacar que a filial suíça, o HSBC Switzerland, foi na contramão e terminou o período com prejuízo de US$ 158 milhões. Essa é a única subsidiária detalhada no balanço com perdas no semestre. Na Suíça, o HSBC tem enfrentado grandes problemas após a denúncia de que ajudou milhares de clientes a evitar o pagamento de impostos.

No semestre, as receitas ajustadas de todo o grupo HSBC aumentaram 4% na comparação com 2014, para US$ 30,772 bilhões. O balanço cita que, entre as razoes para a melhora no faturamento, está o segmento de "Global Banking e Mercados", responsável por grandes operações financeiras internacionais. No lado das despesas, o grupo viu aumento de 7%, para US$ 17,642 bilhões. Segundo o balanço, a alta é resultado do maior investimento e gastos em programas regulatórios e de gestão.

"Nosso desempenho no primeiro semestre demonstrou a força do nosso negócio. O nosso modelo diversificado e universal permitiu ao grupo oferecer maior rentabilidade apesar do crescimento global mais lento. Estamos executando as ações que anunciamos em junho no nosso plano de negócios e nosso foco está em fazer progressos significativos durante o ano", disse o executivo-chefe do HSBC, Stuart Gulliver, em nota à imprensa.

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