Apartamentos enxutos são tendência

Imóvel menor é opção bastante procurada no mercado, seja por local ou valor mais em conta

Marília Almeida, do Jornal da Tarde,

21 de outubro de 2011 | 09h11

A presença de imóveis compactos, aqueles com no máximo 60 metros quadrados e que podem ter até três dormitórios, tem crescido na cidade de São Paulo. Isso porque o metro quadrado, ficou mais caro nos últimos anos tanto no centro quanto na periferia, assim como o preço dos terrenos. Para que os novos apartamentos caibam no bolso do consumidor, é necessário "encolhê-los", principalmente em regiões centrais e próximas de centros comerciais, onde o valor do metro quadrado é maior.

Nos últimos dois anos, o número de apartamentos com meio dormitório (quitinetes) e um quarto, com área útil entre 26 metros quadrados e 40 m², aumentou de 1.027 unidades lançadas entre outubro de 2009 e setembro de 2010 para 2.263 unidades lançadas de outubro de 2010 a setembro de 2011, alta de 120%, segundo a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp). Já unidades com dois quartos e com área útil ente 41 metros quadrados a 50 m² passou de 3.887 unidades para 7.218 unidades lançadas, 85,6% mais. Apartamentos com três dormitórios que medem entre 51 metros quadrados e 60 m² aumentaram de 220 para 390 unidades lançadas nos últimos dois anos, um crescimento de 77, 27%.

Apartamentos menores, com um quarto, aparecem por toda a cidade, em regiões como Bela Vista, Cambuci, Brás, Vila Prudente, enquanto compactos com dois ou três quartos, são lançados mais na periferia, em bairros como Campo Limpo, Vila Carrão e Ermelino Matarazzo.

Apesar do crescimento, esse tipo de imóvel ainda está em falta na cidade e por ser mais barato, é muito procurado.

A securitária Ana Marinho, de 32 anos, comprou há 15 dias uma quitinete com uma das menores metragens lançadas na cidade nos últimos anos, de 29,8 metros quadrados, no centro da capital, e pagou R$ 90 mil.

A unidade tem uma varanda, banheiro e a pia da cozinha fica no mesmo cômodo do quarto e da sala. O prédio foi construído há cinco anos na Rua Guaianases, e o apartamento foi reformado há seis meses. No mesmo prédio, Ana viu um apartamento com 26 metros quadrados. "Mas era pequeno demais. Preferi este, um pouco maior", ri. Ana teve que pesquisar bastante. "O custo de morar no centro é alto", explica.

Ao fazer a escolha, ela considerou o potencial de valorização da unidade e acredita que já pode vendê-la por R$ 120 mil. "Gosto do centro porque é onde trabalho e tem de tudo. Já morava por aqui e pagava aluguel. Quero ficar dois anos e mudar para outro mais espaçoso. Não quis dar um passo maior do que a perna."

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