Aperto de crédito derruba Wall Street apesar de pacote

As bolsas de valores norte-americanas despencavam nesta quinta-feira, no encalço dos problemas nos mercados de crédito e de dados econômicos fracos. Além disso, investidores mantinham-se cautelosos sobre o destino do pacote de ajuda ao setor financeiro de 700 bilhões de dólares. Relatórios sobre pedidos de auxílio-desemprego e encomendas à indústria traçaram um panorama preocupante, que pode significar tempos difíceis para os resultados corporativos. O número de pessoas que procuraram auxílio-desemprego subiu para o maior nível em sete anos na última semana. Às 12h44 (horário de Brasília), o índice Dow Jones perdia 2,12 por cento, a 10.601 pontos. O Nasdaq derrapava 2,67 por cento, a 2.014 pontos. O Standard & Poor's 500 caía 2.58 por cento, para 1.131 pontos. Investidores derrubavam ações de importantes termômetros econômicos, como as da Caterpillar, que recuavam mais de 4 por cento. Os papéis da GE perdiam 8,9 por cento após a companhia anunciar uma oferta de ações para levantar capital que foi precificada abaixo do fechamento de quarta-feira. Os dados fracos são "todos uma indicação de quanto prejuízo essa ausência de atividade nos mercados de crédito causou aos EUA e à economia global", disse Alan Lancz, presidente da Alan B. Lancz & Associates, em Ohio. Apesar da aprovação do pacote no Senado, o aperto nos mercados de crédito continuava nesta quinta-feira. No mais recente sinal de fraqueza dos gastos do consumidor e dos empresários, o operador hoteleiro Marriott International alertou que 2009 deve ser um ano duro, fazendo suas ações caírem 2,4 por cento. O presidente norte-americano, George W. Bush, falando sobre a votação no Senado por 74 votos a 25, classificou o pacote como "essencial para a segurança financeira de cada norte-americano". Mas alguns em Wall Street mostravam ceticismo sobre as chances do plano após a surpreendente derrota na Câmara na segunda-feira.

ELLIS MNYANDU, REUTERS

02 Outubro 2008 | 13h07

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