Após 9 meses de alta, juro do cheque especial recua

Para o Procon-SP, o cenário segue desfavorável para os empréstimos financeiros por conta das "altas taxas de juros". "O Brasil continua com os maiores juros reais do mundo"

Agência Estado,

24 de outubro de 2011 | 10h42

A taxa média do empréstimo pessoal cobrada pelos sete maiores bancos apresentou queda em outubro em relação a setembro de 0,01 ponto porcentual, para 5,85% ao mês, segundo pesquisa da Fundação Procon-SP. Essa é a segunda redução seguida, novamente com uma leve variação, já que a taxa havia recuado de 5,87% ao mês em agosto para 5,86% no levantamento seguinte.

Já a taxa média do cheque especial caiu pela primeira vez após nove meses de alta, de 9,57% ao mês em setembro para 9,55% em outubro. "Em pontos porcentuais as reduções não foram muito expressivas, o que demonstra ainda uma cautela do mercado financeiro", afirma o Procon-SP.

Dois bancos reduziram a cobrança do empréstimo pessoal, Banco do Brasil (de 5,39% para 5,35% ao mês) e Bradesco (de 6,37% para 6,33%). A instituição estatal é ainda a que cobra a menor taxa entre os bancos pesquisados, enquanto o Itaú, a maior (6,45%).

Quanto às taxas cobradas no cheque especial, três bancos apresentaram redução em outubro ante setembro. No Banco do Brasil recuou de 8,49% ao mês para 8,45%, no Bradesco foi de 8,95% para 8,93% e na Caixa Econômica Federal (CEF) passou de 8,27% para 8,20%.

De acordo com o Procon-SP, o cenário segue desfavorável para os empréstimos financeiros por conta das "altas taxas de juros" cobradas pelos bancos. "O Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Desta forma, o Procon-SP orienta que o consumidor deve manter a cautela, procurando analisar todas as opções de empréstimos/financiamentos."

A pesquisa foi realizada no dia 18 de outubro com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander, e antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,50% ao ano.

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