Após acordos no RJ e no AM, cai chance de greve no setor aéreo

'Não há o menor ambiente para greve em nível nacional nas empresas aéreas', afirmou o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias depois de fechar acordo com funcionários

Iuri Dantas, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 18h16

BRASÍLIA - O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) fechou nesta terça-feira, 20, acordo salarial com dois sindicatos de trabalhadores, do Rio e da região amazônica, evitando que parte dos funcionários do setor entre em greve na próxima quinta-feira.

Já o Sindicato Nacional dos Aeroviários, que representa parte dos trabalhadores de outras praças, ainda submeterá a proposta das empresas para aprovação em assembleia, hoje à noite e amanhã. Para o negociador do Snea, Odilon Junqueira, não haverá greve. A federação representa 25 mil dos cerca de 60 mil trabalhadores do setor, relatou o dirigente. Além disso, o sindicato de aeroviários em São Paulo, ligado à Força Sindical, ajuizou ação de dissídio coletivo no TST e não deve entrar em greve.

"Há um clima de diálogo, não há o menor ambiente para greve em nível nacional nas empresas aéreas. Ainda mais por causa de uma diferença de reajuste tão pequena e às vésperas do Natal", disse Junqueira.

O Snea, que representa as grandes empresas aéreas, oferece reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INP-C), de 6,1749%, contra um pedido da Fentac de 14%. O Snea diz que o pedido dos trabalhadores foi posteriormente flexibilizado para 7%, ou seja, haveria uma diferença de menos um ponto porcentual em jogo.

Junqueira lembra que a vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi, recomendou aos trabalhadores, durante reunião de conciliação realizada na segunda-feira, que aceitassem a oferta das empresas, já que uma eventual decisão da corte sobre o aumento salarial dificilmente aprovaria um reajuste acima do proposto.

O Snea também ofereceu 10% de reajuste para tíquete alimentação, vale refeição, cesta básica e para aeronautas e aeroviários que ganham salário-piso. Além disso, foi criado um salário inicial de R$ 1.000 para operadores, cargo que ainda não contava com piso. A Fentac reivindicava R$ 1.100 para esta categoria.

"Vamos submeter a proposta a assembleia, por enquanto, a greve está mantida. Só depois da assembleia saberemos", disse a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Fochesato, disse que convocará uma assembleia emergencial para analisar o que fazer. "Isso (o acordo dos funcionários do Rio e do Amazonas) dificulta fazer a greve", afirmou.

A Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República (SAC) emitiu nota a respeito da possibilidade de greve de aeroviários e aeronautas, programada para o próximo dia 22. A secretaria afirma que está acompanhando diariamente o processo de negociação entre trabalhadores e empresas.

"O governo acredita que o diálogo é um caminho privilegiado e que o bom senso e a responsabilidade prevalecerão", destaca o texto. No caso de não haver uma solução consensual, a SAC destaca que "caso seja necessário, tomará as medidas cabíveis para que os passageiros não sejam prejudicados".

 

Texto atualizado às 19h49

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