Fran Parente
Fran Parente

Após anunciar troca de comando, Natura vê receita cair 7%

Antes mesmo da divulgação do balanço,mercado castigou papéis da fabricante, que caíram mais de 4%

Dayanne Sousa, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 00h07

Um dia depois de anunciar a troca de comando – saiu Roberto Lima, que ficou apenas dois anos no cargo, e entrou João Paulo Ferreira –, a Natura divulgou nesta quarta-feira, 26, que sua receita líquida no terceiro trimestre caiu 7,1%, para R$ 1,265 bilhão, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Repercutindo a mudança na liderança e também antecipando os resultados, que só foram divulgados à noite, o mercado castigou as ações da fabricante de cosméticos, que caíram 4,28% na BM&FBovespa, fechando cotados a R$ 32.

Em unidades, na mesma comparação anual, as vendas da Natura recuaram 21,9%. A empresa avalia que os consumidores intensificaram a busca por produtos de preços mais baixos, o que atingiu as principais categorias de produto da companhia, como itens de perfumaria e de corpo e rosto.

A Natura ainda reportou queda no número de consultoras no Brasil, que recuou 3,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. No fim de setembro, a Natura tinha 1,27 milhão de consultoras no País. A companhia iniciou neste ano uma estratégia de abertura de lojas próprias.

Com as vendas em baixa, a fabricante de cosméticos apurou lucro líquido de R$ 73,1 milhões, queda de 44,6% na comparação com igual período do ano passado. No acumulado do ano até setembro, o lucro soma R$ 94,9 milhões, recuo de 74,2% ante iguais meses de 2015.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da Natura entre julho e setembro foi de R$ 319,8 milhões, montante 20% menor do que o dos mesmos meses de 2015. Em nove meses, o Ebitda somou R$ 881,5 milhões, queda de 15,5% na comparação anual.

Investimentos. A Natura revisou para baixo sua meta de investimentos para este ano. Em sua divulgação de resultados do terceiro trimestre, a companhia anunciou que pretende investir R$ 300 milhões no ano, e não mais R$ 350 milhões, como vinha prevendo.

De acordo com a companhia, a redução se deve a maior eficiência nas compras e também à apreciação do real frente a outras moedas da América Latina, o que barateia os investimentos das operações internacionais da empresa.

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