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Após disputa na BRF, fundos vão dar espaço à nova gestão

Fundos afirmaram que não irão se envolver na administração da empresa e que cabe ao novo colegiado definir a estratégia para recuperar a BRF

Renata Agostini e Mônica Scaramuzzo, O Estado de S.Paulo

28 Abril 2018 | 04h00

Por dois meses, os fundos de pensão da Petrobrás (Petros) e do Banco do Brasil (Previ) e Abilio Diniz travaram uma acirrada disputa por poder na BRF, mas economizaram nas declarações. Feita a paz, com a eleição do novo conselho de administração da companhia de alimentos na quinta-feira, os principais envolvidos na briga societária vieram a público para dizer que o assunto – e o problema – a partir de agora mudou de mãos.

Pedro Parente, presidente da Petrobrás, foi eleito para o comando do colegiado e Augusto Cruz, ex-Pão de Açúcar, para a vice-presidência. Outros oito conselheiros, que incluem Luiz Fernando Furlan, herdeiro da Sadia, e Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, foram escolhidos na votação.

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 “Como acionistas, ao terminar a assembleia, a gente sai de cena”, afirmou nesta sexta-feira, 27, Gueitiro Genso, presidente da Previ.

Os fundos afirmaram que não irão se envolver na administração da empresa e que cabe ao novo colegiado definir a estratégia para recuperar a BRF, que vive grave crise, com bloqueio a vendas no exterior, sucessivos prejuízos e ações em baixa.

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“O conselho é independente para tomar as medidas que precisam ser tomadas”, disse Walter Mendes, presidente da Petros.

Artífices da mudança do conselho, que era liderado por Abilio, os fundos comemoraram a solução encontrada e disseram que não possuem planos de se desfazer das ações na BRF. Hoje, cada um detém cerca de 11%.

O empresário Abilio Diniz afirmou que confia na capacidade de Pedro Parente de valorizar as coisas boas feitas na companhia de alimentos e recolocá-la na rota de crescimento.

A jornalistas, o empresário disse que a BRF “nunca foi o negócio de sua vida” e que já não estava mais feliz no cargo de presidente do conselho. Seu plano, afirmou, era deixar a BRF em meados deste ano. Os sócios, porém, precipitaram sua saída. 

Abilio disse que não palpitará na escolha do novo presidente. A Península, empresa de sua família, será representada no conselho por Flávia Almeida. 

A indicação de Pedro Parente até animou o mercado inicialmente. Mas, nesta sexta-feira, após a eleição, as ações fecharam novamente em queda de 0,96%, a R$ 25,72.

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