Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Após IPO, ações da Movida caem 2,67% no primeiro pregão

Papéis da locadora de veículos recuaram com avaliação de que preço inicial era elevado, diz analista; Bolsa subiu 0,99% e dólar terminou cotado a R$ 3,11

Paula Dias, Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2017 | 19h49

Em seu primeiro pregão, a locadora de veículos Movida viu suas ações caírem 2,67% nesta quarta-feira, 8. A primeira empresa a fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2017 movimentou R$ 645,168 milhões, porém teve seus papéis cotados a R$ 7,30 ao fim das negociações ante os R$ 7,50 definidos na véspera. Rafael Ohmachi, analista da Guide Investimentos, destacou que o valor do IPO da Movida foi considerado um pouco elevado, o que justifica a queda. Nesta semana, ocorre ainda a precificação do IPO da Unidas, concorrente da Movida. 

Já os papéis da Localiza, outra concorrente, tiveram valorização de 4% com dados positivos sobre o aumento nas vendas de veículos semi-novos. Segundo analistas, o movimento é positivo para o setor de aluguel de carros, que tem como um de seus principais negócios a venda desse tipo de veículo.

A Bovespa fechou em alta de 0,99% no pregão de hoje, aos 64.835,40 pontos, na máxima do dia. Foi a segunda alta consecutiva da bolsa brasileira, que enfrentou períodos de instabilidade em alguns dos principais grupos de ações. A desaceleração da inflação do IPCA de janeiro foi pano de fundo otimista para os negócios, com influência direta sobre ações do setor financeiro e imobiliário. Por outro lado, os papéis de empresas ligadas a commodities estiveram voláteis, com alternância de sinais ao longo do pregão. Os negócios na Bolsa brasileira somaram R$ 7,6 bilhões.

O dólar, por sua vez, fechou em queda pela terceira sessão consecutiva, cotado aos R$ 3,1183 (-0,12%) no mercado à vista. Na sessão de hoje, o mercado de câmbio passou por dois momentos distintos, operando entre a máxima de R$ 3,1295 (+0,23%) e a mínima de R$ 3,1132 (-0,29%). O volume de negócios foi de US$ 973,020 milhões. 

A moeda desacelerou o ganho intraday em relação ao real no fim da manhã, acompanhando a perda de força da divisa dos EUA lá fora em meio a um movimento de migração de investidores para a segurança dos Treasuries norte-americanos. A virada definitiva para o negativo veio com a alta do petróleo diante da divulgação de que o estoque norte-americano de gasolina recuou. 

Mercado de ações. Responsáveis por mais de um quarto da composição do Ibovespa, as ações de bancos foram determinantes para o sinal positivo do Ibovespa. Itaú Unibanco PN, ação de maior peso individual no índice, subiu 2,58%. Bradesco PN avançou 1,86%. Segundo analistas, a alta das ações do setor financeiro em resposta à expectativa de queda dos juros está relacionada à capacidade das instituições de obter ganhos com os diferenciais das taxas. Entre as empresas do setor imobiliário, as maiores altas dentro do Ibovespa foram de Cyrela ON (+2,20%) e MRV ON (+1,88%). 

O petróleo foi importante fator de instabilidade. A commodity começou o dia em baixa, respondendo às preocupações com o crescente avanço da produção de petróleo de xisto nos EUA e níveis altos de estoques da commodity no país. À tarde, os preços se recuperaram. As ações da Petrobrás sofreram a influência da commodity e só definiram tendência perto do final dos negócios, com notícias sobre um possível corte na produção dos países pertencentes à Opep. Petrobrás ON e PN fecharam nas máximas, com ganhos de 2,09% e 2,72%, respectivamente.

Os papéis da Vale não escaparam da volatilidade. As ações seguiram à risca o desempenho de suas pares no exterior, que recuaram apesar da alta dos preços do minério de ferro e da reversão do prejuízo da Rio Tinto. Vale ON e PNA terminaram o dia com ganhos de 1,16% e 0,90%. 

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