Wilton Junior/Estadão - 4/10/2013
Wilton Junior/Estadão - 4/10/2013

Após mudar diretoria, conselho da Oi aprova apoio a plano de recuperação judicial

Mesmo com manobra, proposta teve três votos contrários; com termos finais até segunda-feira, operadora tentará obter aval de credores

O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2017 | 11h18

A operadora de telecomunicações Oi informou que seu conselho de administração aprovou por maioria uma proposta de apoio ao plano de recuperação judicial que será oferecida a todos os donos de bônus da empresa. A proposta, que recebeu três votos contrários, embute um aditamento ao plano de recuperação judicial, contemplando termos finais até segunda-feira, 6 de novembro. A Oi tentará obter aval dos credores.

O conselho da Oi também deliberou sobre uma carta enviada por Moelis, G5 Evercore e FTI, que assessoram um grupo de donos de bônus, e decidiu ser impossível a sua aceitação, porque não é “uma proposta firme e vinculante, propõe desequilíbrio de tratamento entre diferentes interessados, reserva o direito de continuar litigando contra os interesses da companhia, pressupõe alteração do regime regulatório para sua implementação, trazendo atraso e incerteza para a recuperação judicial”.

O anúncio ocorre um dia após o conselho de administração mudar a composição da diretoria da empresa, em mais um capítulo de um embate entre o órgão deliberativo e a diretoria executiva. Nesta sexta, o conselho aprovou a nomeação de Hélio Calixto Costa e João Vicente Ribeiro para o cargo de diretores estatutários da companhia. A manobra pretendia garantir apoio da diretoria para aprovar o contrato de apoio ao plano de recuperação judicial.

Até ontem, a diretoria estatutária da Oi era formada pelo presidente da companhia, Marco Schroeder, o diretor administrativo e financeiro, Carlos Brandão, e o diretor jurídico, Eurico Teles Neto. Os três se recusavam a assinar o plano de recuperação, pois ele prevê o pagamento de comissões a bondholders que derem apoio ao plano de recuperação judicial antes mesmo da capitalização. Isso dede consumir caixa da empresa, comprometendo pagamento de dívidas e investimentos.

O plano de recuperação foi elaborado pelo grupo que apoia o empresário Nelson Tanure, do fundo Société Mondiale, um dos acionistas mais influentes no Conselho de Administração.

Diante da recusa da diretoria a dar apoio a esse plano, o conselho dava sinais de que iria destituí-la. Isso acabou por não se concretizar, após a ameaça de intervenção da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que apoia a diretoria executiva. À Anatel, o conselho garantiu que não haveria demissões. / com Reuters

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