REUTERS/Regis Duvignau
REUTERS/Regis Duvignau

Após parceria, Airbus rebatiza aviões da canadense Bombardier

Acordo entre as fabricantes de aviões pressionou Embraer e Boeing a também buscarem parceria

Agências Internacionais

10 Julho 2018 | 20h25

Os aviões C-Series, da canadense Bombardier, deixaram de existir nesta terça-feira, 10, após a europeia Airbus os rebatizar oficialmente como A220. De médio porte, as aeronaves A220 são concorrentes diretas dos modelos da Embraer e começam com vitória sobre a brasileira – a companhia aérea americana JetBlue (criada pelo fundador da Azul, David Neeleman) anunciou, no mesmo dia que trocará sua frota Embraer pelos A220.

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A mudança de nome das aeronaves da Bombardier concretiza a venda de 50,1% do seu programa C-Series para a Airbus, concluída no dia primeiro de julho. O negócio entre as duas empresas pressionou a Embraer e a Boeing a fecharem um contrato semelhante, anunciado na última quinta-feira. Por aqui, ainda não há informações se os aviões da fabricante brasileira também mudarão de nome, como ocorreu com os da Bombardier. “Ainda não há definição sobre isso”, afirmou o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, ao Estado na semana passada. No contrato que envolve a Embraer, 80% da área de aviação comercial da empresa foi vendido para a americana Boeing.

Na Airbus, o A220 existirá em dois modelos: o menor, o A220-100, com capacidade para 135 passageiros, é o antigo CS100, enquanto o maior, o A220-300, com até 160 lugares, é o novo nome do CS300. “Todos na Airbus estavam ansiosos por esse momento histórico. Estamos entusiasmados em receber o A220 para a família Airbus e estamos honrados em vê-la usando as cores Airbus pela primeira vez”, disse o presidente da divisão de aviação comercial da Airbus, Guillaume Faury, em comunicado. 

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A companhia projeta que 76% da demanda de novos aviões nos próximos 20 anos seja por modelos com capacidade para até 230 passageiros. Além dos A220, a Airbus atua no segmento com as aeronaves da família A320neo.

Encomendas. Os pedidos de jatos de passageiros recebidos pela Boeing no primeiro semestre foram mais do que o dobro dos feitos à Airbus. A Boeing, maior fabricante de aviões do mundo, recebeu 460 encomendas no período, informou ontem a companhia. Na semana passada, a Airbus divulgou 206 pedidos recebidos. As novas encomendas da Boeing marcam uma recuperação da companhia, que perdeu a corrida no ano passado para a Airbus.

A Boeing informou ainda que pretende entregar entre 810 e 815 aeronaves comerciais neste ano, 6,8% a mais do que os 763 jatos despachados em 2017. O volume coloca a empresa à frente da rival europeia nesse quesito pelo sexto ano consecutivo. A Airbus, por outro lado, prevê a entrega de cerca de 800 aviões neste ano.

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