Após subir em abril, índice do aluguel recua 0,13% em maio

A variação acumulada do IGP-M no ano até maio é de 3,22% e, em 12 meses, de 7,84%; índice corrige os contratos de aluguel 

Mário Braga, da Agência Estado,

29 de maio de 2014 | 08h00

SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que mede a inflação do aluguel, desacelerou da alta 0,78% em abril para queda de 0,13% em maio, informou, nesta quinta-feira, 29, a Fundação Getulio Vargas (FGV). A variação acumulada do IGP-M no ano até maio é de 3,22% e, em 12 meses, de 7,84%.

O resultado do IGP-M de maio ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, entre queda de 0,17% e alta de 0,10%, e a queda foi maior que a mediana estimada, de retração de 0,04%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, a inflação no atacado (IPA-M) saiu de alta de 0,79% em abril para queda de 0,65% em maio. Na mesma base de comparação, a inflação ao consumidor (IPC-M) saiu de elevação de 0,82% para alta de 0,68%. O preço na construção (INCC-M) acelerou de 0,67% para 1,37%.

Alimentos. A principal contribuição para a desaceleração registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado para composição do IGP-M veio do grupo Alimentação. De abril para maio, o IPC desacelerou de 0,82% para 0,68%. No mesmo período, Alimentação saiu de 1,62% para 0,81%%, puxado pelo comportamento do  item hortaliças e legumes (de 8,71% para 1,26%).

Segundo a FGV, também foi registrado decréscimo nas taxas de variação de outras duas classes de despesas. O grupo Vestuário passou de 1,09% em abril para 0,49% em maio, com contribuição do item roupas (de 1,41% para 0,59%). O grupo Transportes variou de 0,53% para 0,45% no mesmo período, com contribuição do item gasolina (de 0,88% para 0,03%).

Por outro lado, cinco classes de despesas apresentaram acréscimo nas taxas de variação. O grupo Habitação passou de 0,55% em abril para 0,72% em maio, com destaque para o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial (de 0,43% para 3,20%). O grupo Saúde e Cuidados Pessoais variou de 0,97% para 1,16%, com destaque para medicamentos em geral (de 1,49% para 2,05%). O grupo Educação, Leitura e Recreação, que em abril mostrou taxa de 0% e subiu 0,38% em maio, foi influenciado pelo item passagem aérea (de -14,30% para -1,24%). O grupo Comunicação saiu de queda 0,03% para alta de 0,20%, com destaque para tarifa de telefone residencial (de -0,41% para 0,50%). O grupo Despesas Diversas acelerou a alta de 0,43% para 0,65%, influenciado pelo item jogo lotérico (de 0,00% para 3,73%).

As maiores influências de baixa para o IPC na passagem de abril para maio foram alface (de 4,25% para -9,52%), laranja-pera (de -1,79% para -5,93%), aparelho de TV (de -0,49%  para -1,63%), farinha de mandioca (de 2,89% para -8,44) e sandália feminina (de 0,05% para -1,94%).

A lista de maiores pressões de alta, por sua vez, é composta por tarifa de eletricidade residencial (de 0,43% para 3,20%), refeições em bares e restaurantes (apesar de reduzir o ritmo de alta de 0,99% para 0,64%), condomínio residencial (de 0,41% para 1,22%), plano e seguro de saúde (de 0,70% para 0,71%) e tarifa de ônibus urbano (de 0,06% para 0,75%).

Construção. O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) acelerou de 0,67% em abril para 1,37% em maio. O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação positiva de 0,47% em maio, após o avanço de 0,93% apurado na leitura do mês anterior. O índice relativo a Mão de Obra, por sua vez, variou 2,20%, após ficar em 0,42% em abril.

Entre as maiores influências de alta do INCC-M de maio estão ajudante especializado (de 0,53% para 2,01%), servente (de 0,40% para 2,13%), carpinteiro (fôrma, esquadria e telhado - de 0,32% para 2,60%), pedreiro (de 0,48% para 2,26%) e bombeiro (de 0,34% para 2,88%).

Já entre as maiores influências de baixa estão argamassa (de 1,35% para -0,42%), condutores elétricos (apesar de reduzir o ritmo de baixa de -1,84% para -0,83%), impermeabilizante (de 1,21% para -0,32%), massa corrida para madeira (de 1,51% para -1,00%) e tinta a óleo (de 0,61% para -0,18%). 

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