Apple aborda violações de direitos trabalhistas após relatório

"Hora extra em excesso não é interessante para ninguém, e nós continuaremos a trabalhar de perto com a Quanta e outros fornecedores para previnir isso", afirmou a empresa norte-americana

CHRISTINA FARR, REUTERS

15 de agosto de 2014 | 19h17

A Apple vêm trabalhando com a fornecedora Quanta desde o ano passado para melhorar as condições de trabalho depois que um relatório de 2013, publicado nesta sexta-feira, revelou inúmeras violações, incluindo excesso de horas extras e riscos à saúde.

O relatório mostra fotos das condições de trabalho em duas fábricas chinesas em agosto do ano passado. A fiscal independente do trabalho OpenView avaliou duas instalações em Xangai e Changshu, creditando a Fair Labor Association, uma organização de membros participantes da maior parte das empresas, incluindo a Apple e Nike.

"Hora extra em excesso não é interessante para ninguém, e nós continuaremos a trabalhar de perto com a Quanta e outros fornecedores para previnir isso", afirmou a empresa norte-americana em nota respondendo ao relatório.

A Apple e sua principal montadora, a Foxxconn, ficaram em evidência em 2010, quando surgiram relatos de suicídio de trabalhadores e condições de trabalho injustas. Em 2012, a companhia de tecnologia se tornou a primeira a se juntar a Fair Labor Association e começou a dialogar abertamente sobre seus esforços para implementar as práticas de suas montadoras.

A Apple salientou que realiza auditorias rotineiras e tomou medidas para corrigir problemas, em colaboração com os seus fornecedores.

(Reportagem de Christina Farr)

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