Apple anuncia resultados recordes

Apple anuncia resultados recordes

Lucro líquido cresceu 13% no 4º trimestre fiscal, para US$ 8,5 bilhões, impulsionado pelas vendas de iPhones

Camilo Rocha, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 19h55


A Apple anunciou nesta segunda-feira seus resultados financeiros para o quarto trimestre do ano fiscal norte-americano (terminado em 27 de setembro) e os números surpreenderam até quem já esperava por ótimos resultados. Nas palavras do presidente Tim Cook, “foi um ano para os livros de recordes, incluindo o maior lançamento que já fizemos de iPhones”.

A receita da empresa foi de US$ 42,1 bilhões, comparado com US$ 37,5 bilhões no mesmo período um ano antes. O lucro líquido reportado foi de US$ 8,5 bilhões, 13,3% a mais que os US$ 7,5 bilhões de um ano antes. De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, vendas internacionais foram responsáveis por 60% da receita do trimestre.

No total, a Apple vendeu 39 milhões de iPhones no trimestre, aumento significativo em relação aos 33,8 milhões vendidos no mesmo período no ano anterior. Os iPhones 6 e iPhone 6 Plus, lançados em 19 de setembro em vários mercados, venderam 10 milhões no primeiro fim de semana, outro recorde para a empresa. Os novos modelos apresentaram telas maiores que os aparelhos anteriores.

Segundo pesquisa feita entre analistas pela Thomson Reuters, Wall Street esperava que a empresa anunciasse uma receita de US$ 39,9 bilhões. Também se previa um lucro por ação de US$ 1,31, abaixo do US$ 1,42 que foi anunciado.

A Apple lançou oficialmente os novos iPhones na China na sexta-feira, com um mês de atraso em relação à estreia internacional, devido a problemas de aprovação de licenças no mercado asiático.

Várias pessoas formavam filas diante das lojas da empresa antes do lançamento. A chegada dos novos modelos gerou expectativa e a empresa tomou medidas para evitar confusões, já ocorridas em outros lançamentos, por causa da alta demanda pelo produto.

Mais de 20 milhões de aparelhos foram comprados de forma antecipada pelo site da Apple no país, segundo dados da empresa de desenvolvimento de software chinesa Tencent. 

A empresa também comunicou a venda de 12,3 milhões de tablets iPad, 5.5 milhões de computadores Mac e 2,6 milhões de iPods. As vendas do iPad continuam destoando do quadro positivo da empresa. O total de tablets vendidos é menor que os 14 milhões reportados no mesmo trimestre em 2013. A Apple apresentou novos modelos do iPad na semana passada, incluindo o iPad Air 2, chamado pela empresa de “tablet mais fino do mundo”. 

Pagamentos. Nesta segunda-feira foi também a estreia do Apple Pay, aposta da empresa para o segmento cada vez mais concorrido dos pagamentos móveis da empresa.

Com o Apple Pay, é possível acrescentar cartões de crédito ao celular (através do Apple Passbook, simplesmente tirando uma foto do cartão e autorizando o processo no banco) e realizar pagamentos, teoricamente, de forma mais segura. Isso porque a Apple não arquiva informações sobre o cartão, nem permite que vendedores tenham acesso a elas. Em vez disso, criptografa os dados e gera um número novo para cada transação. No final de tudo, o usuário ainda deve usar o Touch ID (o leitor biométrico da Apple, localizado no botão Home do celular) para autenticar a compra.

Para garantir que a ideia dos terminais pegue, a Apple fechou parceria com estabelecimentos comerciais populares nos EUA como Subway, McDonald’s, Disney, Walgreens, Macy’s e Sephora, além das suas próprias lojas. Além disso, fechou parceria com cerca de 500 bancos nos Estados Unidos. 

Sites americanos testaram o Apple Pay em seu primeiro dia de funcionamento e as impressões em geral foram positivas. 

Um especialista em Apple da consultoria Piper Jaffray testou a tecnologia em lojas de redes como McDonald’s e Walgreens e declarou “bem-sucedidas” todas as transações. / COM AGÊNCIAS

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