Aprovação da política de juros do governo sobe de 33% para 49%

Pela 1ª vez durante o governo Dilma o saldo entre os que aprovam os juros do País superou os que desaprovam, aponta a pesquisa CNI/Ibope

Eduardo Rodrigues e Ricardo Brito, da Agência Estado,

29 de junho de 2012 | 10h56

BRASÍLIA - A aprovação da população em relação à política de juros do governo saltou de 33% em março para 49% em junho, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope. Segundo a entidade, o resultado reflete o esforço do governo em reduzir as taxas. Pela primeira vez durante a presidência de Dilma Rousseff, o saldo entre os que aprovam os juros do País superou o dos que desaprovam (41%).

Da mesma forma, também melhorou a percepção dos entrevistados em relação à política de combate à inflação, cuja aprovação subiu de 42% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 50% para 47%.

Já a avaliação em relação à carga tributária do País, que antes liderava o ranking de desaprovações da CNI/Ibope, melhorou. O índice de rejeição do nível dos impostos caiu de 65% para 61%. Com isso, a situação da saúde passou a ser a mais preocupante para a população, com 66% de desaprovação.

A desaceleração da economia brasileira ainda não impacta a avaliação que os eleitores fazem do governo da presidente Dilma Rousseff, afirmou o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. Ao contrário, ressaltou ele, as notícias sobre as medidas de estímulo tiveram maior percepção entre os entrevistados pela pesquisa CNI/Ibope.

"O nível de desemprego hoje é baixo e o índice de satisfação da população é alto. Há certa percepção da crise, mas os eleitores ainda não sentem seus efeitos de maneira significativa", disse o economista.

Ele destacou que a pesquisa divulgada hoje mostra que a lembrança pelos entrevistados de notícias sobre medidas econômicas aumentou de 4%, em março, para 12% em junho. No mesmo período, o porcentual de entrevistados que citaram notícias sobre programas sociais caiu de 11% para 2%.

Para Fonseca, as ações do governo para combater a crise - como a redução das taxas de juros e de alguns impostos - têm tido grande destaque na mídia, reverberando na opinião dos eleitores. "A política de juros envolve discursos da presidente e da equipe econômica, além da ação dos bancos públicos. O resultado na pesquisa não significa dizer que a política deu certo, mas que a população já a aprova", concluiu.

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