Aprovação do pacote grego foi positiva, diz Hamilton

Diretor do BC brasileiro destacou a volatilidade nos mercados internacionais, que geram pressões baixistas sobre ativos domésticos  

Fabio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

29 de junho de 2011 | 11h53

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, considerou a aprovação do pacote econômico grego como um "desenvolvimento positivo" no cenário externo, que ele destacou estar carregado de incertezas. Apesar de avaliar como uma boa notícia, Hamilton ponderou, no entanto, que situações como a vivenciada pela economia grega levam algum tempo para ser resolvida.

Na apresentação sobre o relatório de inflação, Hamilton destacou a volatilidade nos mercados internacionais, que geram pressões baixistas sobre ativos domésticos e mencionou que a evolução dos preços das commodities está envolta em incertezas.

Balanço de riscos

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, afirmou que a piora nas projeções de inflação da própria autoridade monetária não entram em contradição com a avaliação de que há melhora no balanço de riscos associado ao cenário prospectivo, manifestada no relatório de inflação divulgado nesta quarta-feira, 29.

Ele explicou que a expressão balanço de riscos mais favorável quer dizer que há uma probabilidade maior (acima de 50%, mas ele não informou qual o número exato estimado pelo BC) de que a inflação fique mais baixa do que está previsto no relatório. "Não quer dizer que a inflação não possa ficar pior do que o previsto. Mas é uma avaliação de tendência. Existe probabilidade maior de a inflação ter trajetória melhor do que está previsto", justificou.

No relatório de inflação, o BC prevê, em seu cenário de referência, a inflação fechando em 4,8% em 2012. No cenário de mercado, a previsão do BC é de o IPCA em 4,9%. Apesar de as projeções estarem acima de 4,5%, Hamilton reiterou que o BC está trabalhando para colocar a inflação no centro da meta no ano que vem. Nesse sentido, ele também reforçou a mensagem de que o Copom entende que o ajuste das condições monetárias deve ocorrer por período "suficientemente prolongado".

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