Aprovada operação entre Autometal e Mahindra Systech

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou, sem restrições, o ato de concentração envolvendo a Autometal S.A. e a Sociedades Mahindra Systech, segundo publicação desta terça-feira, 10, no Diário Oficial da União (DOU). Trata-se de operação de aquisição de participação, no setor de componentes automotivos produzidos por forjamento.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

10 de setembro de 2013 | 09h26

Segundo descrição do ato de concentração, a operação consiste em diversas etapas para a combinação do negócio de forjamento do Grupo CIE Automotive na Europa com os negócios de fundição, forjamento, compósitos, engrenagens, produtos magnéticos e de estampagem de diversas Sociedades Mahindra Systech. O objetivo é "expandir e melhorar esses negócios, combinando os recursos existentes e ativos das mencionadas Sociedades Mahindra Systech (tais como recursos humanos, fábricas, rede de vendas, etc.) com a capacidade tecnológica do Grupo CIE Automotive".

De acordo com informações do processo, após a conclusão do ato de concentração, a nova entidade resultante da fusão será detida pelo Grupo CIE Automotive em cerca de 51%, por meio de uma de suas subsidiárias, Participaciones Internacionales Autometal. A Mahindra & Mahindra Limited (M&M) terá participação de aproximadamente 20% na nova companhia, enquanto a Mahindra Overseas Investment Company Limited, subsidiária da M&M, adquirirá 13,5% da empresa mãe do Grupo CIE Automotive, ou seja, da CIE Automotive S.A.

O Grupo CIE Automotive atua no setor de fabricação e comercialização de componentes automotivos e atua no Brasil apenas por meio da Autometal S.A e suas controladas. A M&M é uma companhia listada na Bolsa de Valores de Mumbai e da Índia e está envolvida, entre outros, no setor de agronegócio e negócios automotivos.

A avaliação do Cade foi de que, no Brasil, a operação envolve uma concentração horizontal em componentes automotivos produzidos por tecnologia de forjamento. "No entanto, ela não levanta preocupações concorrenciais, uma vez que o aumento de participação de mercado, caso exista, emerge das importações insignificantes das Sociedades Mahindra Systech no Brasil, e a participação final da entidade resultante no mercado de autopeças forjadas no Brasil seria mínima", destaca o documento da superintendência geral do Cade.

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