ArcelorMittal retoma parte de capacidade inativa

A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, está retomando globalmente parte de sua capacidade inativa, conforme a demanda cresce, afirmou Lakshmi Mittal, presidente-executivo e presidente do conselho da companhia, nesta terça-feira.

REUTERS

23 de junho de 2009 | 17h09

"Nos mercados emergentes, as coisas estão melhorando em lugares como o Brasil e a China, e também vemos um aumento na demanda nos Estados Unidos", declarou o executivo, acrescentando que a siderúrgica retomará parte da capacidade na Índia e na Ucrânia.

Lakshmi Mittal afirmou ainda que a companhia não buscará adquirir mais capacidade ao redor do mundo, mas que focará em aquisições e fusões de valor mais alto.

Mittal não espera ver uma grande redução nos preços do minério de ferro no próximo ano, já que o apetite da China por importações deve permanecer forte.

No Brasil, a empresa anunciou nesta terça-feira que deu início à expansão da Linha de laminação a quente (LTQ) da ArcelorMittal Tubarão (ES), investimento da ordem de 120 milhões de dólares. A obra viabiliza a ampliação da capacidade de produção de bobinas a quente de 2,8 milhões de toneladas para 4 milhões de toneladas por ano.

"Com a expansão, a ArcelorMittal Tubarão será a única produtora de aço do Brasil com condições de atender à demanda crescente por laminados a quente nos próximos três anos", destacou o presidente, Benjamin Baptista Filho, em comunicado.

A expectativa da ArcelorMittal Tubarão é de atingir a nova capacidade até o fim de 2009, dependendo da demanda do mercado.

"Os principais mercados atendidos serão o automotivo e o de construção civil, mas as bobinas da empresa também abastecem as indústrias de eletrodoméstico, de embalagem e de bens de capital", informou a empresa em nota.

Segundo a companhia, uma parte substancial da produção de bobinas destina-se à ArcelorMittal Vega, em São Francisco do Sul (SC), que atende ao mercado automotivo.

A ArcelorMittal Tubarão também exporta laminados a quente para todos os países da América do Sul.

(Reportagem de Humeyra Pamuk, com reportagem adicional de Denise Luna, no Rio de Janeiro)

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